Mediunidade Kardecista e Mediunidade Umbandista

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Qual é a diferença que existe entre o médium de um terreiro e um médium de um centro kardecista? Será que tem alguma diferença? É sobre isso que a gente vai conversar hoje.

Transcrição do Episódio

Olá, meus irmãos e minhas irmãs de caminhada! Sejam muito bem-vindos a mais um episódio o podcast Alma de Poeta! Hoje a gente vai conversar mais sobre mediunidade. Qual é a diferença que existe entre o médium de um terreiro e um médium de um centro kardecista? Será que tem alguma diferença? É sobre isso que a gente vai conversar hoje. Meu nome é Evandro Tanaka, eu sou médium umbandista e nesse podcast a gente fala sobre Umbanda, Espiritualidade, Mediunidade e também sobre as poesias do Pai Antônio.

Quem já foi num centro espírita kardecista e depois foi num terreiro de Umbanda consegue perceber a nítida diferença de ritualística que existe nos dois lugares, né? É muito diferente a maneira de trabalhar do centro kardecista e do terreiro de Umbanda. E isso se reflete também no comportamento do médium, na maneira como ele vai expressar a sua mediunidade, na maneira como ele vai se conectar com os seus guias, com os seus mentores.

No kardecismo, eles não admitem ou eles não permitem a consulta individual da pessoa com o médium incorporado. No kardecismo não é assim que funciona. Lá o mentor incorpora no médium para transmitir uma mensagem coletiva. Inclusive, hoje em dia, no espiritismo kardecista, tem muitas casas que fazem esses trabalhos de incorporação de portas fechadas. Não é mais um evento aberto ao público como era há algumas décadas atrás. Eu particularmente não concordo com isso. Eu não vejo motivo para que se esconda a manifestação mediúnica das pessoas. Eu acho até bom que as pessoas vejam os médiuns incorporados, porque isso faz despertar nas pessoas certos questionamentos… os mais céticos começam a se perguntar: que fenômeno é esse que está acontecendo? Será que a pessoa está fingindo? Mas se ela estiver fingindo, o que ela está ganhando com isso? Afinal de contas, o atendimento é gratuito, né? E depois que a pessoa cética conversar com a entidade, começam a aflorar outros questionamentos muito salutares: Como que aquele médium incorporado sabia tanta coisa da minha vida? Coisas que eu nunca falei para ninguém? Como é que aquela entidade conhece tão bem a minha personalidade?

Vocês percebem como o trabalho mediúnico transparente, aberto e, acima de tudo, sincero, honesto, provoca reflexões nas pessoas? Por isso eu acho importante que, tanto na Umbanda quanto no kardecismo, nada seja feito às escondidas. Eu sou da opinião que não deve haver segredos no trato com a espiritualidade.

E nesse aspecto, o ritual da Umbanda é mais próximo àquilo que eu acredito. Porque na Umbanda, a Entidade espiritual incorpora no médium para dar atendimento, para conversar com as pessoas. Bem diferente da incorporação no centro kardecista, quando o espírito usa o médium para passar uma mensagem coletiva, para transmitir ensinamentos para um grupo de pessoas. Na Umbanda, não! Os médiuns de trabalho incorporam para um atendimento mais individualizado.

E na maioria dos terreiros de Umbanda, tudo acontece às claras, na frente dos olhos das pessoas que estão assistindo, seja a incorporação de um guia de luz, seja a incorporação de um espírito sofredor. Ah, Evandro, mas você não acha que as pessoas mais sensíveis podem ficar impressionadas com a manifestação desses espíritos sofredores? Gente, se a pessoa é impressionável, não assiste. Sai, vai embora, ou então fica lá do lado de fora esperando a gira acabar. Mas não é porque uma ou outra pessoa vai ficar impressionada com a manifestação de um espírito sofredor, que as outras pessoas não tem o direito de saber o que está acontecendo. Eu sou da opinião que a gente tem que ter o máximo de lucidez no trato com a espiritualidade. E a gente não vai ter essa lucidez, se a gente não participa, se a gente não vê. Por isso eu sou a favor de que todas as giras sejam abertas para todas as pessoas, todos os trabalhos mediúnicos sejam abertos ao público. E de preferência, que haja explicação por parte dos dirigentes da casa sobre aquilo que está acontecebdo, o por que daquilo estar acontecendo… Para esclarecer as pessoas leigas, né? Porque nem todo mundo que vai numa gira de umbanda ou num centro kardecista é um PhD em espiritualidade. As pessoas tem sede de conhecimento. E a função de um sacerdote de Umbanda, de um Pai de Santo ou de um dirigente kardecista é exatamente essa: de esclarecer as pessoas, de matar a sede de saber.

Agora vamos conversar sobre as características peculiares que tem o médium kardecista e o médium umbandista. O médium kardecista tem uma ligação mental muito forte com o plano espiritual, uma ligação telepática com o seu guia. Em geral, o médium kardecista se conecta com a entidade espiritual por meio do chakra frontal, do chakra laríngeo, do chackra coronário. Isso proporciona uma comunicação intensa a nível mental.

O médium umbandista, por sua vez, ele tem uma característica própria: o médium umbandista possui uma vibração sensibilizada aos elementos da natureza. O médium umbandista é muito receptivo aos elementos da natureza (a terra, o fogo, o ar, a água). São os elementos constitutivos das forças da natureza. E todos esses elementos que se manifestam aqui no plano físico, tem a sua contraparte etérica. E é essa contraparte etérica que sensibiliza muito a percepção do médium umbandista. Eu estou falando da percepção que ele tem do plano sutil da matéria. O médium de umbanda é muito mais sensível ao movimento desses elementos da natureza que são volatilizados no plano astral.

Nossa Evandro, parece bruxaria isso aí! E é bruxaria! Essa é a bruxaria mais pura que existe. Porque a bruxaria nada mais é do que a manipulação dos fluídos energéticos que existe nos elementos naturais. E olha, gente, o médium umbandista tem muita facilidade de perceber a movimentação astral desses elementos, porque ele já mexeu com isso no passado. A maioria dos médiuns que hoje trabalham na Umbanda fazendo o bem, é porque já fizeram magia de maneira errada. Hoje estão resgatando, por meio da mediunidade, os débitos que contraíram.

E por esse motivo, os médiuns umbandistas geralmente são mais responsivos a esses elementos. Eles conseguem perceber muito essas movimentações fluídicas. O médium kardecista já não tem tanto essa sensibilidade. Por que lembra? O médium kardecista é mais ligado no mental. E assim, não tem esse negócio de uma mediunidade ser melhor do que a outra. São apenas características diferentes. As duas mediunidades cumprem o seu papel. As duas mediunidades trazem conforto, consolo e esperança para as pessoas.

A diferença do médium kardecista para o médium umbandista é que o médium umbandista fez uso de elementos naturais, em vidas passadas, de uma maneira equivocada. Ele usou o conhecimento magístico de uma maneira errada. O médium kardecista usou o intelecto, o pensamento, a argumentação para manipular pessoas. A gente pode colocar dessa forma, para ficar mais fácil de vocês entenderem: enquanto o médium umbandista usava a magia para manipular as pessoas, o médium kardecista usava a palavra para manipular. E é por isso que hoje eles trazem essa carga mediúnica tão grande. A mediunidade é misericórdia de Deus. A mediunidade é uma bicicleta que Deus nos concede para que a gente consiga ir mais rápido e alcançar aqueles que estão lá na frente.

Agora, eu vou explicar para vocês o lado bom do médium umbandista ter esse preparo de lidar com os elementos da natureza. É claro que eu estou falando do médium umbandista sério, sensato, com uma vida regrada. Eu estou falando daquele médium que tem os seus chackras equilibrados e fortalecidos. Por que? O tônus fluídico que o umbandista produz é mais intenso, justamente para conseguir conter os elementos que estão em desequilíbrio no ambiente. Então, quando tem feitiço, quando tem magia-negra, quando os espíritos usam elementais para distorcer o livro arbítrio das pessoas, daí o médium umbandista é chamado para ajudar a espiritualidade de luz a desfazer aquele mal. Porque o corpo astral do médium umbadista já está preparado para enfrentar aquele tipo de energia desequilibrada.

Tanto é que os médiuns umbandistas, muitas vezes em desdobramento, quando o corpo físico está dormindo, eles vão até o Umbral, junto com os seus guias, para ajudar as pessoas, para resgatar, para amparar energeticamente a expedição. Gente, e vocês não imaginam o carinho, o amor, o cuidado que os guias espirituais tem quando levam os seus protegidos em expedições pelo baixo-astral. É como se eles estivessem carregando a carga mais valiosa do mundo! Eles não deixam ninguém se aproximar.

Porque lá no Umbral está tudo em desequilíbrio, né? As pessoas lá estão em desequilíbrio, os elementos da natureza estão em desequilíbrio. É por essa razão que tudo lá no astral inferior é intenso. É por causa do desequilíbrio mental dos habitantes que vivem lá. E nessas zonas densas do Umbral, onde os elementos estão todos desarmonizados, o médium umbandista serve como instrumento para que os guardiões dessas zonas umbralinas consigam realizar um trabalho de ajuda, um trabalho de caridade. Lá no baixo astral, os guias espirituais usam o tônus vital do médium para extrair a energia necessária para o trabalho.

E essa característica do médium umbandista se reflete na manifestação mediúnica dele no terreiro. Eu, por exemplo, quando eu estou no terreiro, eu começo a ouvir o barulho do atabaque, o cheiro da defumação, os pontos cantados, as velas acesas, o cheiro das ervas, tudo aquilo vai contribuindo para que eu já comece a entrar em um estado alterado de consciência. E por que isso acontece? Justamente por causa dessa característica que o médium umbandista tem de responder muito facilmente aos elementos volatilizados no ambiente.

Então, assim, enquanto o médium kardecista usa muito a telepatia, o acoplamento mental do espírito para transmitir a comunicação (porque o kardecista tem o corpo mental como característica preponderante do trabalho mediúnico). O Umbandista, por sua vez, usa muito da sua sensibilidade. Ele vai percebendo o que está acontecendo no ambiente e vai se entregando. Ele vai se envolvendo com aquela energia e, quando ele percebe, o guia espiritual já está trabalhando com ele, movimentando o seu corpo, controlando a sua respiração, usando suas cordas vocais. E são esses elementos naturais utilizados nas giras de umbanda que acabam facilitando esse transe mediúnico. Vocês entendem? O fato da Umbanda trabalhar muito com ervas, com fumo, com álcool, com velas está diretamente relacionado a essa característica mediúnica dos trabalhadores de terreiro.

E a questão da incorporação? Porque já teve gente que chegou para mim e falou assim: “Ah, lá no centro espírita onde eu vou, os médiuns não incorporam como na Umbanda. A incorporação deixa a mediunidade mais forte?”. Gente, uma coisa não tem nada a ver com a outra. São tipos de mediunidade diferentes. Os kardecistas tem a mediunidade preponderantemente psicofônica enquanto que os umbandistas tem a mediunidade preponderantemente incorporativa. Eu digo preponderantemente porque essa explicação que eu estou dando é apenas para fins didáticos, para que vocês possam entender o processo. Porque na vida real as mediunidades se misturam, se interpenetram umas nas outras. A pessoa que incorpora, às vezes ela ouve, às vezes ela vê. Da mesma maneira, a pessoa que se conecta com o pensamento, às vezes ela também sente a vibração da energia do espírito que está do lado.

Então, a pessoa perguntar para mim qual mediunidade é a melhor: a umbandista ou a kardecista. É a mesma coisa de eu perguntar para você qual óleo que melhor para cozinhar: o oléo de soja ou o óleo de girassol? É tudo óleo. Vai da preferência de cada um. Mediunidade é a mesma coisa. Vai da capacidade da pessoa de sentir de um jeito ou de outro o mundo espiritual. Tem gente que vai numa casa kardecista e não sente nada. Em compensação, quando chega num terreiro de umbanda, treme que nem vara verde. É o tipo da mediunidade que ela tem. Tem outras pessoas que não sentem nada quando visitam um terreiro de Umbanda, mas se sentem super bem quando estão dentro de um centro kardecista. É da índole de cada um isso. E está tudo certo! Tanto a Umbanda quanto o Kardecismo fazem um trabalho muito bonito de ajuda ao próximo. São filosofias irmãs, né?

Eu penso que é questão de tempo até a Umbanda e o Kardecismo convergirem para o mesmo ponto. Vai chegar uma época, lá no futuro, que Umbanda e Kardecismo vai ser uma coisa só. Aliás, o mundo está passando por grandes transformações religiosas, né? Está ocorrendo uma expansão de consciência muito rápida. E escrevam o que eu estou dizendo, gente: isso vai trazer um impacto profundo em todas as religiões do mundo! Acompanhem só para vocês verem o resultado dessa transformação daqui uns 40 ou 50 anos… Eu espero que eu esteja por aqui ainda para ver essa mudança. Mas se a gente não estiver mais aqui na matéria, com certeza a gente vai acompanhar essa mudança do lado de lá.

Hoje, eu penso que o Kardecismo e a Umbanda se complementam. Nós Umbandistas incentivamos que os médiuns e trabalhadores do terreiro estudem os livros do Allan Kardec. Eu mesmo já li todos os livros do Allan Kardec. E posso afirmar para vocês com toda certeza que esses livros fizeram uma grande diferença na minha vida. O conhecimento que eu adquiri com esses livros influencia muito na qualidade do meu trabalho mediúnico.

Infelizmente, a recíproca dos kardecistas com relação à Umbanda ainda não é a mesma, né? Muitos kardecistas ainda vêem a Umbanda com preconceito, sem nunca terem pisado em um terreiro. Mas eu penso que com o tempo isso vai acabar.

Sabe qual é a grande diferença que eu vejo do Kardecismo para a Umbanda? É que o kardecismo trabalha muito com o lado intelectual. As casas espíritas, em geral, incentivam muito a leitura. E nem sempre essas leituras são fáceis. Às vezes a gente pega livros psicografados difíceis, complicados. Livros que muitas vezes, o leitor semi-alfabetizado, não consegue ler. E isso acaba causando o quê? Uma espécie de filtro social. O Kardecismo fica reservado para as pessoas com um intelecto mais avantajado.

E é nessa hora que entra a Umbanda! A religião dos simples, a religião dos humildes! As casas de Umbanda recebem as pessoas mais simplórias que existem. E elas se sentem muito bem acolhidas, porque a Umbanda trabalha muito o lado devocional. Enquanto o kardecismo trabalha o lado intelectual, a Umbanda vem trabalhar o lado emocional. O kardecismo convence as pessoas da existência de Deus pela razão. A Umbanda convence as pessoas da existência de Deus pelo amor.

Não que nas casas espíritas kardecistas não tenha amor, pelo amor Deus, não é isso que eu estou querendo dizer. As casas espíritas tem muito amor, tem muita fraternidade. O que eu estou enfatizando é que a doutrina espírita acaba convencendo a gente com argumentos lógicos. O espiritismo atua na razão. O próprio Allan Kardec dizia para nós termos uma fé raciocinada. Mas se o kardecismo atua na tua cabeça, a Umbanda atua direto no seu coração. Umbanda é sentimento puro, é devoção, é choro. A Umbanda cultiva a nossa religiosidade de uma maneira muito simples e bonita. A Umbanda traz a visão do mundo espiritual pelo olhar de um preto-velho, pelo olhar de um índio, pelo olhar de uma criança. E é linda essa simplicidade de ver as coisas.

Lembrando, gente, que a Umbanda usa elementos. O Kardecismo não. Se você for num centro espírita, você não vai ver vela acesa no altar, você não vai ver defumação, você não vai ver médium incorporado baforando charuto nas pessoas nem carregando um copo de pinga. Isso não é do kardecismo. A mediunidade kardecista e o médium kardecista não precisa desses elementos para trabalhar.

Na Umbanda já é diferente. A Umbanda usa esses elementos para fazer limpeza, para equilibrar o ambiente, para tirar miasmas, para levar embora espíritos perturbadores. E os elementos atuam também, como eu disse para vocês, para facilitar o transe mediúnico do médium umbandista, pelas suas próprias características de incorporação, que é muito diferente do médium kardecista. E as pessoas que não são umbandistas, elas não entendem, muitas vezes, a necessidade de se usar determinados elementos nos rituais religiosos.

Teve uma vez que eu estava no terreiro, daí chegou uma mulher desesperada carregado o marido. E o marido parecia um morto-vivo, sabe? Magro, magro, magro… era um esqueleto ambulante.

E daí eu atendi a mulher lá, tal… E ela disse que tinha ido num centro espírita pedir ajuda para o marido que estava definhando a olhos vistos. E as entidades espirituais lá do centro disseram para ela que o marido tinha sido vítima de feitiçaria e que eles não tinham ferramentas adequadas para ajudar. E que, por essa razão, ela deveria ir com o marido até um terreiro de Umbanda. Porque lá eles receberiam o atendimento adequado.

E ela fez isso! Ela estava tão desorientada que ela não sabe como chegou até o nosso terreiro, eles foram atendidos. Realmente era um caso grave envolvendo magia-negra. O marido dela estava à beira da morte. Mas graças a Deus, ele começou a receber tratamento e foi melhorando.

O que eu quero dizer com isso é o seguinte: o trabalho kardecista e o trabalho umbandista são diferentes, mas eles se complementam. Não tem esse negócio de um ser melhor ou pior do que o outro. Nesse caso da mulher com o marido, a espiritualidade kardecista poderia ter resolvido o problema dela? Até poderia, mas não é a especialidade deles fazer isso. Falta instrumentos de trabalho para manipular energia densa no centro kardecista. Lá eles não trabalham com marafo, com fundanga, com fumo, com nada disso. E a espiritualidade da Umbanda sabe manipular como ninguém energia densa para desfazer feitiçaria. Essa é a nossa especialidade!

Imagina o seguinte: imagina um médico com pós-doutorado em Harvard. O cara tem muito conhecimento mas não tem instrumento apropriado para atender a vítima de um tiroteio, por exemplo. Se levarem essa vítima até ele, ele vai falar, comigo não. Pelo conhecimento que eu tenho, e usei que se essa pessoa não for tratada rápida, ela vai morrer. Leva ela para o pronto-socorro. Lá ela vai receber a intervenção necessária. A Umbanda é o pronto-socorro para onde a espiritualidade de luz encaminha os baleados.

O que eu quero dizer com isso? Mesmo um espírito de luz, que tem muito conhecimento, quando não tem instrumentos apropriados não consegue chegar no campo de força magnético onde foi implantada a magia-negra. Para isso ele vai precisar de instrumentos densos também, sem os quais ele não consegue trabalhar. E a Umbanda tem um arsenal enorme! A Umbanda tem uma caixa de ferramenta gigantesca que a espiritualidade usa para combater o mal.

A questão da volatilização do álcool, do espumante que expande o éter. O princípio ativo das folhas que é dinamizado com a sinergia das palavras. As frutas que são muito trabalhadas na Umbanda também que são ricas em prana. Aliás, eu não sei se vocês sabem, mas o prana das frutas é um dos elemento revertidos em benefício da própria corrente mediúnica e também para espíritos sofredores que ainda tem fome. Porque não é porque você morreu, que você vai deixar de ter forme. Se você ainda está muito ligado à matéria, você vai continuar tendo fome, sede, sono. Tudo o que você sentia aqui na Terra. E o fluído das frutas é redirecionado para alimentar esses espíritos.

Bom, pessoal, espero que vocês tenham gostado desse episódio. Se vocês ficaram com alguma dúvida, por favor, me escrevam, entrem em contato comigo pelo site. É só digitar lá no seu navegador “almadepoeta.com.br“. Ou então, se vocês quiserem, manda um e-mail direto pra mim: o endereço é contato@almadepoeta.com.br. Tá bom, gente? Como eu costumo dizer nas giras, não fiquem com dúvida! Perguntem!

E acompanhem o Alma de Poeta também nas plataformas de áudio: Spotify, Deezer, Google Podcast, Apple Podcast, Amazon Music, Youtube. Nós estamos presentes no seu aplicativo preferido! É só digitar lá Podcast de Umbanda – Alma de Poeta. Eu tenho certeza que você vai encontrar.

Um grande abraço para vocês, fiquem com Deus e até o nosso próximo encontro!

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4 comentários
  • Entendi, mas no caso da umbanda saber manipular as energias. Não entendi muito bem, porque quem manipula os elementos não são os médios, sim as entidades. No caso do kardecista não tem os elementos da umbanda mas tem os espíritos que sabem também trabalhar as energias.
    Então porque foram procurar um terreiro de umbanda? O trabalho espiritual é feito no que for possível no kardecismo, só que outra forma. Né isso? O espírito trabalha no plano astral, e as entidades de umbanda igualmente. Esse foi meu questionamento, o espírito de luz, é um espírito de Luz em qualquer lugar!

  • Gratidão pelo texto! Sou kardecista há 30 anos e agora senti necessidade de conhecer e praticar a Umbanda para meu crescimento espiritual. É como você comentou: são dois movimentos que se complementam, sendo muito saudável a troca de conhecimentos entre seus membros.

    • Olá, minha irmã! Que legal! O Kardecismo é uma religião maravilhosa! Fico feliz que você tenha encontrado o seu caminho para desenvolver a espiritualidade! Gratidão por ouvir o Podcast.

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