A Realização do Espírito e o Tempo

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O nosso espírito não se contenta com as conquistas materiais do mundo. Porque o seu espírito sabe, de uma maneira inconsciente, que as suas conquistas materiais não vão ter valor nenhum no plano espiritual.

Transcrição do Episódio

Olá, povo da Umbanda, minha família espiritual de podcast! Como é que vocês estão? Eu espero que estejam todos bem, equilibrados, felizes e buscando sempre se realizar, não só como pessoas encarnada, mas também como espíritos que nós somos! Porque a realização maior que acontece é justamente nesse âmbito: a nossa realização como espíritos. Às vezes, as pessoas se preocupam muito com a realização delas aqui na Terra e esquecem de se preocupar com o que é mais importante: a realização do espírito! É isso que a gente vai levar para o lado de lá, é isso que vai trazer paz na nossa existência. E como é que a gente busca essa realização espiritual? É sobre esse assunto que a gente vai iniciar o episódio de hoje. Meu nome é Evandro Tanaka, eu sou médium umbandista e nesse podcast a gente fala sobre Umbanda, Espiritualidade, Mediunidade e também sobre as poesias do Pai Antônio.

Gente, antes de iniciar a nossa conversa sobre realização espiritual, eu tenho uma novidade para falar! Já há algum tempo, eu tenho recebido pedidos da espiritualidade para tentar unir as pessoas que ouvem o Alma de Poeta em prol de um bem maior. Porque a Umbanda não é feita só de incorporações, visita a terreiros orientações espirituais. A Umbanda também é feita de caridade, de solidariedade, de amor ao próximo. Nenhum trabalho espiritual se sustenta numa casa, num terreiro ou em qualquer projeto que você se proponha a fazer com seus guias de luz, se não tiver a parte social, se não tiver a ajuda ao próximo.

E daí, eu fiquei pensando muito nesse pedido que eu estou recebendo insistentemente da espiritualidade, de unir a nossa sinergia de pessoas comprometidas com o bem, para começar a fazer algum tipo de trabalho social. E daí, eu fiquei pensando… pensando… “Puxa vida! Como é que eu posso formatar isso?” Teria que ser algo que envolvesse o meu sacrifício, o meu trabalho. Porque é muito fácil a gente ficar pedindo as coisas para as pessoas sem oferecer a nossa contribuição também, né?

Daí, me surgiu a ideia de fazer duas canecas personalizadas do Alma de Poeta para comemorar o centésimo episódio do nosso podcast. Só que assim, infelizmente, eu não tenho condições financeiras de comprar canecas personalizadas para todo mundo que ouve a gente, né? Bem que eu queria poder presentear vocês todos com uma lembrança do podcast, mas infelizmente, isso não é possível.

Então, eu resolvi criar uma rifa! Eu juntei um dinheirinho, né, pedir para estampar duas canecas de cerâmica com uma decoração que eu fiz do Alma de Poeta e eu gostaria de sortear essas duas canecas para vocês que ouvem o nosso podcast. Essa foi uma maneira que eu encontrei, não só para homenagear o centésimo episódio do nosso programa, como também para atender o pedido que a espiritualidade vem fazendo?

Daí vocês podem me perguntar: O que tem a ver essa rifa que você está fazendo com o pedido dos guias espirituais, para unir o pessoal em torno de um bem comum? É que essa rifa, pessoal, não tem nenhum propósito lucrativo. Eu não estou fazendo essa rifa para ganhar dinheiro. Que isso fique bem claro! Todo o dinheiro arrecadado com a venda dos números da rifa vai ser revertido para ajudar moradores de rua, pessoas que estão numa condição deplorável de humilhação, que precisam ficar implorando a caridade de quem passa, simplesmente para poder comer alguma coisa. E eu moro em uma região aqui de SP que tem muito morador de rua. Eu estava começando a me sentir incomodado de não conseguir ajudar eles de uma maneira mais eficiente.

Então, pessoal, a minha ideia, com essa rifa, é poder multiplicar os nossos recursos para ajudar essas pessoas mais necessitadas. Quem puder contribuir, comprando um único número que seja, já vai ajudar muito! É só entrar lá no site almadepoeta.com.br e procurar “rifa solidária”. Daí vocês escolhem os números, fazem a doação e aguardam pelo sorteio que vai ser feito no dia 12/03, pela extração da loteria federal. E corre que a gente já conseguiu vender quase metade dos números, hein! Graças a Deus! Graças à generosidade das pessoas que acompanham o nosso trabalho. Com apenas cinco reais você já pode contribuir com o projeto e de quebra, concorrer a uma caneca linda do Alma de Poeta. Tá certo, pessoal? Dito isso, vamos ao que interessa!

[Divisor]

Então, vamos lá! As pessoas costumam falar muito em felicidade, né? A busca pela felicidade. Se você prestar atenção, o que mais existe no mercado editorial é livro de auto-ajuda, livros e cursos tentando ensinar as pessoas como serem mais felizes. Se você se interessa um pouquinho por adquirir autoconhecimento, muito provavelmente você já deve ter lido algum livro sobre esse assunto.

E com certeza, esses livros são muito interessantes, né? Eles agregam muito para a gente ampliar a nossa percepção de bem-estar. Mas até que ponto, essa busca pela felicidade é real? A espiritualidade nos diz que esse mundo da matéria é um mundo de ilusão, é um mundo transitório, um mundo de impermanência. Tudo o que você conquistou até hoje, na vida física, não vale nada para o espírito. Não interessa se você mora numa mansão ou se você tem uma ferrari na sua garagem ou se você chegou no cargo mais elevado de uma empresa. Essas conquistas materiais não vão ter valor nenhum quando você voltar para o plano espiritual.

E olha, gente, até hoje, nessas minhas experiências mediúnicas, eu não encontrei nenhum espírito que veio trazer comunicação, se vangloriando de ter sido alguém importante aqui na Terra, ou se vangloriando da riqueza que ele teve quando era encarnado. Muito pelo contrário, eu já recebi muito espírito sofredor de pessoas que foram ricas, mas que voltaram para o plano espiritual numa condição deplorável de arrependimento. Espíritos que se arrependeram de ter usado a riqueza da maneira errada.

Quantas e quantas poesias o Pai Antônio já não me passou de testemunhos de espíritos que tiveram uma vida boa aqui na Terra, mas que não soubreram aproveitar a situação favorável que eles tinham para fazer algo útil? Quando a gente está encarnado, a gente pensa muito no próprio umbigo. A gente pensa muito no eu, eu, eu… Mas a gente esquece que o nosso umbigo está ligado ao umbido de outras pessoas por uma força invisível. O mal ou o bem que você faz ao próximo, mais cedo ou mais tarde, vai refletir na sua própria vida.

Eu lembro que um dia, o Pai Antônio falou para mim assim: “Filho, você quer fazer a caridade de verdade? Então doe o que de mais importante você tem na sua vida encarnada”. E sabe qual é a coisa mais importante que nós temos na nossa vida aqui na Terra? Não é dinheiro, não! É tempo! Mais importante do que doar dinheiro, é doar o nosso tempo!

Claro que a doação de dinheiro é importante para aliviar o sofrimento físico de outras pessoas, né? Se o dinheiro não fosse importante, eu não estava aqui fazendo uma rifa para ajudar moradores de rua. Mas o dinheiro é aquele negócio: um dia a gente tem, outro dia a gente não tem, um dia a gente a gente gasta, outro dia a gente recebe… o dinheiro é uma moeda de troca. Diferente do tempo. O tempo, para o nosso corpo biológico é importantíssimo. Afinal de contas, na vida da matéria, a gente não ganha tempo, a gente só perde. O tempo é uma coisa que passa e vai embora. E será que existe um amor maior do que você doar aquilo que te falta?

Ah, Evandro! Mas o nosso espírito é eterno! Então o nosso tempo é infinito! Sim, eu concordo plenamente com isso. O nosso espírito é eterno, só que o nosso corpo físico tem prazo de validade. E por causa desse prazo de validade curto, as pessoas tentam aproveitar ao máximo esse tempo aqui na Terra da maneira que elas acham mais importante. Tem gente que tentar usar esse tempo de uma maneira egoísta, tem gente que tenta usar esse tempo para deixar o mundo melhor. Daí, eu pergunto para você: em qual desses dois grupos você acha que se encaixa melhor? Eu, com certeza, ainda faço parte daquele grupo que gasta o tempo de uma maneira egoísta, pensando mais no meu bem-estar individual do que no bem estar coletivo. Diferente, por exemplo, de uma Madre Tereza de Calcutá, que passava 24 horas por dia, cuidando de pessoas doentes. Diferente de um Chico Xavier que aproveitava cada minuto livre que ele tinha para ajudar o próximo.

Tem um ditado muito famoso nesse nosso mundo capitalista que fala que “tempo é dinheiro”. Como dizem os gringos: “time is money”. Será? Fala isso para um Caboclo: para um espírito que viveu a vida dele todinha no meio do mato! “Oh, seu caboclo, vamos lá! Faz as coisas mais rápido aí porque tempo é dinheiro! Fala isso para um Erê! Aliás, as respostas dos Erês são as melhores, né? “O que, tio? Tempo é dinheiro? Não fala bobeira! Tempo é tempo, dinheiro é dinheiro! Uma coisa não tem nada a ver com a outra!”. E o pior de tudo é que o Erê está certo! O dinheiro não tem importância nenhuma para o nosso espírito!

É por isso que o nosso espírito não se contenta com essas conquistas materiais no mundo. Porque lá no fundo o seu próprio espírito sabe, de uma maneira inconsciente, talvez pelas experiências frustradas que ele já teve em vidas passadas, que as suas conquistas materiais não vão ter valor nenhum do lado de lá. É por esse motivo, por essa insatisfação do espírito, que a alegria da conquista de um bem material não se prolonga no tempo. Mais cedo ou mais tarde, por maior que tenha sido a sua conquista terrena, você acaba voltando a um estado interior de insatisfação. Daí, você continua naquela busca insana de querer conquistar cada vez mais coisas.. Isso se torna um círculo vicioso que não vai te trazer satisfação para o teu espírito.

Tá bom, Evandro! Então você está dizendo que não adianta nada eu lutar para ter uma vida melhor? Para comprar uma casa, ter um carro, ter um pouco de conforto? Gente, não é isso que eu estou falando. Eu penso que, se a gente está aqui na Terra é para enfrentar desafios. E o enfrentamento desses desafios tem uma finalidade, que é o nosso crescimento espiritual.

Porque o trabalho e os problemas desenvolvem a inteligência do espírito. E a gente precisa de uma inteligência desenvolvida se a gente quiser evoluir. Só que essa inteligência que a gente desenvolve aqui na Terra, por meio de experiências difíceis vai ter muito mais serventia quando a gente voltar lá para o plano astral. É lá que, um dia, vai eclodir a nossa inteligência em toda a sua plenitude. Porque no plano astral, diferente do que acontece aqui na Terra, a gente tem uma lembrança muito mais longínqua do nosso passado. A gente consegue se lembrar de experiências e de estudos que nós fizemos em épocas muito remotas.

Hoje, talvez, o conhecimento que nós adquirimos em outras vidas esteja adormecido no nosso inconsciente, mas esse conhecimento está guardado. Ele vai aflorar, um dia, quando nós não estivermos mais vestindo esse corpo denso da matéria.

Então, gente, voltando ao assunto que a gente estava conversando lá no começo… Porque, nossa, eu fico impressionado com a minha capacidade de me perder nas coisas que eu falo. Vocês já devem ter se acostumado com esse meu lado maluco. Mas vamos lá… a gente encontra a felicidade quando a gente encontra um propósito de vida. E esse propósito de vida está muito atrelado àquilo que o teu espírito deseja para crescer! E, por mais difícil que isso possa parecer, para nós que estamos aqui encarnados, o que o nosso espírito quer, não é dinheiro. O nosso espírito quer realização. Tem um outro ditado muito famoso, que eu acho que faz muito mais sentido, é que “dinheiro não traz felicidade”. Nessa vida, eu já conheci gente extremamente rica, mas infeliz, pessoas abastadas, cheias de angústias, cheia de medos, de inseguranças. Como eu também já conheci gente pobre e realizada.

Enquanto eu estava gravando esse episódio, eu lembrei de uma carta que eu li, já faz alguns anos, e que me marcou muito. Essa carta foi escrita, no leito de morte, por uma das pessoas mais ricas daquela época. Uma pessoa bilionária com uma doença incurável. Parece tema de filme, né? Só que é a mais pura realidade. Essa carta foi escrita por, nada mais nada menos do que Steve Jobs, um pouco antes dele morrer. Para quem não sabe, o Steve Jobs foi o fundador da Apple e ele morreu aos 56 anos, por causa de um câncer de pâncreas. Nem o dinheiro todo que ele tinha conseguiu salvar a vida dele. Eu vou ler uns trechinhos da carta aqui para vocês terem ideia da reflexão que essa pessoa teve antes de desencarnar.

O Steve Jobs escreveu assim: “Eu cheguei ao ápice do sucesso no mundo dos negócios. Aos olhos dos outros, minha vida é um exemplo de sucesso. No entanto, além do trabalho, eu tenho poucas alegrias. No final das contas, a riqueza é apenas um fato da vida com o qual estou acostumado. Neste momento, deitado no leito, doente e relembrando toda a minha vida, eu percebo que todo o reconhecimento e riqueza da qual eu tanto me orgulhava, empalideceu e se tornou sem sentido, diante da morte iminente. Você pode contratar alguém para dirigir o carro para você, você pode contratar alguém para ganhar dinheiro para você, mas você não pode contratar ninguém para suportar a sua dor, para suportar a sua doença. Coisas materiais perdidas podem ser encontradas. Mas há uma coisa que não dá para encontrar quando se perde – “É a Vida”. Quando uma pessoa entra na sala de cirurgia, ela percebe que há um livro que ainda precisa terminar de ler – “Livro da Vida Saudável”. Seja qual for o estágio da vida em que estejamos agora, com o tempo, enfrentaremos o dia em que a cortina cai. Valorize o amor pela sua família, o amor pelo seu cônjuge, o amor pelos seus amigos… Trate-se bem. Valorize os outros. À medida que nós envelhecemos e, portanto, nos tornamos mais sábios, lentamente percebemos que  um relógio de US$ 300 ou um relógio de US$ 30 vão marcar a mesma a mesma hora… Não importa se dirigirmos um carro de 150.000 ou um carro de 30.000, a estrada e a distância são as mesmas e chegaremos no mesmo destino. Se nós bebermos uma garrafa de vinho de 300 dólares ou uma garrafa de 10 dólares, a ressaca vai ser a mesma. Se nós morarmos numa casa de 300 mestros quadrados ou numa mansão de 3.000 metros quadrados, a solidão é a mesma. Você perceberá que sua verdadeira felicidade interior não vem das coisas materiais deste mundo. Quer você voe na primeira classe ou na classe econômica, se o avião cair – você vai cair com ele… Portanto.. Espero que você perceba, que quando você tem amigos, irmãos, com quem você pode conversar, rir, cantar músicas, fala bobeiras, …. Essa é a verdadeira felicidade!!

Gente, essa carta foi um soco de direita que o Steve Jobs deu no meu queixo! E olha que a gente está falando de um cara que teve tudo o que o dinheiro pôde comprar. E mesmo assim, ele confessou na carta que ele teve poucas alegrias nessa vida. Um homem que acumulou bilhões de dólares, no final da vida, caiu em si e reconheceu que a verdadeira felicidade interior não vem das coisas materiais do mundo.

Lendo essa carta do Steve Jobs, eu fiquei pensando na angústia que ele deve ter sentido no momento da morte. O que mais deve ter passado na cabeça dele com relação a tempo e a dinheiro? Se ele tivesse a oportunidade de voltar no tempo, será que ele faria coisas diferentes da que ele fez? Com certeza, todos nós faríamos coisas diferentes se pudessemos voltar no tempo com a consciência que nós temos hoje. Só que como eu disse antes, o tempo é a coisa mais valiosa que nós temos nessa vida, justamente porque a gente não consegue recuperar o tempo perdido.

Mas, por outro lado, o tempo perdido nos ensina lições importantíssimas! O Steve Jobs teve essa clareza de pensamento, no final da vida, para nos deixar essa mensagem, justamente pelas experiências que ele vivenciou. Talvez se ele não tivesse sido um bilionário com uma doença incurável, ele não teria tido esse momento de lucidez para nos transmitir uma mensagem tão simples, mas tão elevada.

Bom, eu não sou um bilionário e por enquanto eu não tenho nenhuma doença incurável, mas graças a Deus, eu tenho a Umbanda. Eu tenho a espiritualidade amiga que me orienta da mesma forma, mostrando o que realmente é importante.

E para mim, nesse momento, o que importa é usar o tempo que eu ainda tenho disponível para fazer aquilo que eu acho certo. E eu digo uma coisa para vocês: ajudar pessoas traz muita realização espiritual. Muito mais do que usar o nosso tempo para nós mesmos. Porque ajudar as pessoas traz satisfação para o espírito. E quando o espírito está satisfeito ele está feliz!

Você quer um exemplo maior do que a felicidade que os nossos mentores tem de auxiliar na nossa evolução? Eles poderiam estar fazendo tantas outras coisas mais interessantes, mas eles fazem questão de estar do nosso lado, auxiliando o nosso progresso! Eles fazem isso porque eles já encontraram a receita certa da felicidade! Que é ajudar o próximo! Ajudar a todos nós que estamos enfrentando caminhadas difíceis nessa vida!

E falando em caminhada difícil, antes de terminar esse episódio, eu quero compartilhar com vocês uma poesia passada pela espiritualidade que fala exatamente sobre isso: a caminhada difícil. Vamos ouvir?

A jornada não é fácil
Tendes que perseverar
Primeiro encontrarás o rio
Depois contemplarás o mar

Todo esforço compensa
Se for direcionado ao bem
Relevando qualquer ofensa
Enxergarás muito mais além

Mas se buscas a recompensa
Receberás o teu galardão
Pois sorrirás na vida densa
E depois pedirás perdão

Prefira servir a causa
Com carinho e devoção
O amor que hoje extravasa
Transformará a tua oração

Somos muitos deste lado
A segurar a tua mão
Mantenha-te abnegado
A cumprir tua missão

As dificuldades do mundo
São a alegria da alma
Não desperdice um segundo
A exercitar tua calma

O caminho se mostra árduo
Derramando espinhos pelo chão
Mas, sem eles, não haveriam rosas
A perfumar teu coração.

E com essa poesia, a gente termina o episódio de hoje. Espero que vocês tenham gostado do assunto que foi tratado e que estejam encontrando maneiras para se realizarem como espíritos. Porque no fim, é só isso o que importa. Um grande abraço, minha família querida, fiquem com Deus e até o nosso próximo encontro!

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