O Testemunho de um Ex-Político Corrupto

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Hoje nós vamos ouvir a história de um espírito que viveu como um político corrupto na Terra e depois teve que reencarnar em uma vida difícil para reparar os seus atos e finalmente despertar para as verdades das Leis Divinas.

Transcrição do Episódio

E aí galerinha! Tudo bem com vocês? Sejam muito bem vindos a mais um episódio do nosso podcast Alma de Poeta. Meu nome é Evandro Tanaka, eu sou médium umbandista e aqui a gente conversa sobre Umbanda, sobre Espiritualidade, sobre Mediunidade e também eu coloco as poesias aqui passadas por um carinhoso preto-velho.

E como já faz um tempinho que eu não coloco nenhuma poesia aqui no podcast, hoje eu vou recitar para vocês uma poesia recebida do plano espiritual e que conta a história de um político. É gente! Um político! Acreditem! Na verdade é a história de um político que exerceu cargo público aqui no Brasil. Diz o Pai Antônio que foi um político de bastante influência na nossa sociedade, só que ele não fala nem quando e nem quem foi esse político. E eu imagino que esse anonimato seja proposital e importante para preservar a identidade e privacidade de algumas pessoas.

Mais do que a experiência de vida que esse ex-político nos passa por meio das palavras poéticas do Pai Antônio, vale muito a pena a gente prestar atenção nos ensinamentos, nas orientações que esse espírito nos transmite. Vamos ouvir a poesia?

Trago essa mensagem do Plano Superior
para os filhos que procuram a elevação.
Se hoje aspiramos a um mundo melhor,
precisamos ajudar na reconstrução.

O mundo passa por um momento delicado,
do qual o vosso País não está imune.
E os irmãos com pensamento perturbado
verão que a Justiça nunca deixa impune.

A Luz começou a higienizar o Planeta
para renovar a humanidade inteira.
Não deixe que a maldade comprometa,
pois está na hora de limpar a sujeira.

Infelizes são os vossos governantes,
que embriagados no ópio do poder,
levarão os seus espíritos errantes
para mundos primitivos conhecer.

A corrupção é um ato abominável,
de mentes ambiciosas e desregradas.
que faz o líder se tornar responsável
pelas almas que choram angustiadas.

Séculos de reajustes são necessários
para reequilibrar o espírito corrupto.
Quando passará pela dor do calvário,
vivendo um sofrimento ininterrupto.

Eu vos falo com conhecimento de causa,
por experiência vivida na matéria,
quando cobicei a riqueza que atrasa
e manteve meu espírito na miséria.

Eu fui um político de muita perspicácia,
dos vossos livros, bastante conhecido.
Nos bastidores, atuava com audácia,
para manipular agentes corrompidos. 

Inúmeros recursos financeiros desviei
com o único propósito de locupletação.
A dor do povo, quase sempre ignorei,
enrijecendo ainda mais meu coração.

Mas a Justiça de Deus, que nunca falha,
veio curar a consciência atormentada,
fazendo-me reencarnar, em difícil batalha,
para recuperar a paz que me faltava.

Sofri uma nova vida de muitas privações,
ao reencarnar como criança em orfanato.
A fome e a dor ensinaram suas lições
para o arrogante político do passado.

Diariamente sofri duras agressões
dos funcionários vivendo insatisfeitos,
que descontavam as suas decepções
maltratando aquele órfão indefeso.

Mal sabiam os algozes do presente,
que aquele pobre menino abandonado,
de aparência humilde e ar inocente,
foi o político corrupto do passado.

Hoje eu trabalho na Seara do Cristo,
após muitos séculos de aprendizado.
Mas na política do mundo, eu insisto,
para indicar o caminho abençoado.

Não vos aflijais neste momento delicado
pelo qual atravessa vosso amado País, 
pois uma falange de espíritos abnegados
estão arrancando o mal pela raiz!

Em breve, virão tempos profetizados,
com a separação do joio e do trigo.
Então, muitos serão os deportados
para iniciarem um amargo castigo.

Saibam que a evolução faz parte da vida
e a assepsia do mundo é necessária
para que possamos curar as feridas
e alvejar a nossa indumentária.

Gente, duas coisas chamam muito a atenção nessa história, né? A primeira, que é mais evidente, é a experiência reencarnatória que esse político teve. Se numa vida ele foi um político influente, poderoso, arrogante… Na outra vida ele reencarnou como um órfão e viveu a sua infância toda num orfanato, sendo maltratado por funcionários. E ele apanhava muito no orfanato.

O Pai Antônio conta que alguns funcionários daquela instituição, inconscientemente, reconheciam aquele espírito do político odiado. Mas assim, isso em um nível subconsciente. Esses funcionários foram pessoas que, na vida passada, haviam sido prejudicadas pela ambição e pela corrupção daquele político que agora vivia no corpo de um menino órfão. Vocês conseguem perceber, nessa história, a atuação da lei do retorno na vida desse político? Muita gente pensa que é balela, né, essa lei do retorno. Porque na visão de algumas pessoas, vai prevalecer sempre a impunidade. Só que não é bem assim, não! A impunidade é uma palavra que não existe no vocabulário de Xangô! A justiça divina é perfeita. Nós que não conseguimos compreendê-la, na sua plenitude, por causa da nossa visão atrofiada.

Muitas vezes a gente vê uma injustiça aqui na Terra, alguém tirando vantagem de alguma situação. E a gente pensa que aquela pessoa vai viver impune, seja pelo cargo importante que ela ocupa, seja pelo dinheiro que ela tem para comprar favores. Só que a nossa ideia de impunidade se restringe a uma encarnação, né? Talvez realmente essa pessoa viva a encarnação dela inteirinha no luxo, na opulência, na riqueza, no conforto. Mas e depois? O que vai acontecer com ela na vida espiritual e nas próximas encarnações? Vocês acham que o Universo vai esquecer as coisas erradas que aquela pessoa fez? Nem o Universo, nem a consciência daquela própria pessoa. Sim, porque, quando o espírito vai evoluindo, a consciência vai despertando, né? Vai caindo a ficha de todas as coisas erradas que nós fizemos e a nossa própria consciência começa a nos cobrar para repararmos o mal que praticamos. E enquanto a gente não reparar todo o mal praticado, a gente não vai sair daquela situação. O nosso espírito vai estagnar, a nossa consciência vai começar a nos cobrar incessantemente até que tenhamos força para pagar toda nossa dívida.

Eu lembrei agora do que Jesus disse: “Em verdade te digo que de maneira nenhuma sairás dali enquanto não pagares o último ceitil”. Essas palavras estão no evangelho de Mateus, no capítulo 5, versículo 26.

Mas vamos lá, voltando aqui para história do político. Percebam que os funcionários do orfanato que agrediam aquele menino, eles agrediam como uma forma de descontar as frustrações que eles tinham nas vidas. Eles usavam a violência dentro do orfanato como uma válvula de escape. Porque eles passavam por dificuldades financeiras, eram mal remunerados, achavam que deveriam ganhar mais por aquele trabalho ingrato que eles faziam no orfanato de cuidar dos filhos que outras pessoas colocaram no mundo e abandonaram…

E aqui, a gente vê mais uma vez a lei do retorno. Porque me parece que esse orfanato era uma instituição que recebia recursos públicos para funcionar. Era o governo que repassava verbas para que esse orfanato pudesse exercer suas atividades. Só que olha só como são as coisas: da mesma maneira que aquele ex-político desviava verbas em uma vida passada, em proveito próprio, outros políticos também estavam desviando verbas que deveriam ser direcionadas para aquele orfanato. Ou seja, o ex-político do passado estava sentindo na pele o que era ser vítima de corrupção. Porque muitas vezes, pessoas, a gente só consegue desenvolver a nossa empatia, sofrendo na pele o que a outra pessoa sofreu. E Deus concedeu àquele espírito a oportunidade de vivenciar, em uma vida difícil, o que é ser vítima do descaso da sociedade, principalmente o que é ser vítima da ambição dos governantes.

Por causa da corrupção, por causa do desvio de verbas, aquele orfanato vivia em uma situação deplorável, de miséria. Faltava o essencial, não só para os funcionários que recebiam baixos salários, mas principalmente para as crianças que não tinham sequer o básico para viver com dignidade.

Tem uma parte da história desse político que não aparece na poesia. O Pai Antônio falou que quando aquele menino tinha por volta dos seus 12 ou 13 anos de idade, ele fugiu do orfanato, por causa das agressões que estavam se tornando cada vez maiores. Ele fugiu do orfanato e começou a morar na rua, sofrendo todo tipo de humilhações, passando fome, passando frio, pedindo esmolas, muitas vezes roubando quando ficava desesperado por comida. Vocês conseguem ver a dimensão da vida dura que esse menino teve? Mais uma vez a lei da causa e efeito agindo na vida daquele espírito. A sociedade que ele roubou em uma vida anterior, praticando a corrupção, era a mesma sociedade que lhe virava as costas agora que ele era um indigente. Se não fosse a ação caridosa de ONG’s, de instituições religiosas, aquele menino não teria sobrevivido.

Eu lembro que logo depois que o Pai Antônio terminou de passar a poesia, eu fiz uma pergunta para ele: o que foi que levou o espírito desse ex-político a se ligar com a egrégora da Umbanda. E eu me surpreendi, porque foi a própria entidade do ex-político que estava acompanhando o Pai Antônio que me respondeu. E ele me contou uma situação bastante inusitada.

Ele disse que certo dia, estava perambulando pela rua, todo estropiado, faminto. Ele acha que já devia ter por volta dos seus 16 ou 17 anos. Já fazia mais de cinco anos que ele tinha fugido do orfanato. E ele estava lá, morrendo de fome, revirando os sacos de lixo para ver se encontrava alguma sobra de alimento, quando de repente ele viu numa esquina (e isso já era bem de noite) um cara de branco fazendo uma macumba.

Daí ele ficou lá, escondido, olhando o que o cara estava fazendo. Viu o cara acender uma vela, colocar uma garrafa de bebida e um alguidar cheio de comida! Ele conta que o olho dele arregalou naquela hora, tamanha era a fome que ele estava sentindo. Daí ele ficou esperando lá, escondido. Parece que o cara de branco estava fazendo algumas preces, algumas invocações que ele não entendeu direito o que era. E quando o sujeito se levantou para ir embora, ele correu lá naquele “despacho” e foi direto no alguidar, cheio de comida (pra quem não sabe, alguidar é um prato feito de barro ou de cerâmica onde as pessoas fazem as suas oferendas para os guias e orixás). E ele conta que viu aquele alguidar na frente dele, tinha frango cozido, tinha farofa, tinha mel, tinha uns pedacinhos de frutas no meio. E ele não pensou duas vezes, caiu de boca naquela comida toda!

Só que ele não percebeu que aquele cara de branco estava olhando ele de longe. Depois ele ficou sabendo que o cara de branco era um tal de Pai de Santo. E ninguém sabe por que cargas d’água aquele pai de santo resolveu voltar para conferir o despacho que ele tinha feito. Daí quando o Pai de Santo viu aquele moleque comendo a macumba dele ficou olhando lá, de longe, esperando o rapaz terminar a refeição.

E quando o menino acabou de comer, ele já ia beber a pinga que estava do lado da comida quando ele percebeu o Pai de Santo voltando. Ele conta que levou um susto tão grande que ficou pálido. Ficou mais branco do que a roupa que o Pai de Santo usava. Daí o cara chegou do lado dele e falou assim: “oh, não acredito! além de comer a comida toda do Exú, você também quer beber o marafo?”

O menino não sabia o que falar. Ele ficou mudo, ficou paralisado. Daí o Pai de Santo falou assim: “agora que você comeu a comida do meu Exú, você vai me acompanhar. Vem comigo”. O rapaz conta que nessa hora, ele pensou em sair correndo, ele achava que ia levar um castigo ou alguma coisa do tipo. Mas daí ele pensou: “ah, quer saber de uma coisa, eu já apanhei tanto nessa vida… uma surra a mais, uma surra a menos não vai fazer diferença. Eu vou ver qual é a desse cara. O cara já é velho, eu posso correr dele a qualquer hora”. E ele conta que o Pai de Santo o levou lá no terreiro, deu mais coisa para ele comer, deu umas roupas lá melhorzinhas para ele vestir, deu uns agasalhos. E falou que ele era bem vindo para ir lá sempre que ele quisesse.

E com o tempo, esse Pai de Santo começou a cuidar desse rapaz. Arrumou um trabalho para ele, arrumou um quartinho para ele ficar. Com o tempo ele começou a ajudar o Pai de Santo nas suas atividades religiosas. E o espírito brincou comigo no finalzinho. Bom, foi assim que eu entrei para egrégora da Umbanda, como você disse.

E sabe outra coisa que eu achei interessante que a Entidade disse, na verdade foi o Pai Antônio que disse isso. Ele disse que esse espírito do rapaz órfão, que numa vida anterior foi um político corrupto, despertou tanto a sua consciência naquela vida sofrida para o que é certo, que hoje, no plano espiritual, ele continua engajado na área da política. Mas agora ele tenta inspirar os políticos da atualidade a fazer a coisa certa. A não cometer os mesmos erros que ele cometeu. Esse espírito continua sendo um apaixonado pela política, mas agora ele vê a política, não com o egoísmo que ele tinha antes, mas ele vê a política como uma ferramenta de auxílio coletivo. Uma maneira que as pessoas têm de ajudar o próximo e deixar a sociedade melhor. Essa é a luta dele hoje no plano espiritual. De fazer o nosso país se livrar desse carma da corrupção.

E eu tenho uma esperança, pessoal. Eu tenho a esperança de que as nossas gerações futuras saberão fazer política da maneira certa, respeitando o próximo, trabalhando em benefício da coletividade, sem qualquer interesse pessoal. Eu tenho certeza de que o nosso Brasil, daqui a algumas décadas, vai ser muito diferente do Brasil de hoje. Tudo o que eu estou falando agora, pode até parecer uma utopia, mas eu tenho fé no que a espiritualidade me fala. E eles dizem que o nosso mundo vai se transformar para melhor. Eu acredito nisso! E eu faço a minha parte todos os dias para contribuir com esse propósito.

Espero que vocês tenham gostado do episódio de hoje. Eu gostaria muito que, um dia, os políticos do nosso país ouvissem essa poesia passada pela espiritualidade. Eu acho que eles mudariam a maneira de pensar, a maneira de agir. Talvez não todos, mas se a gente conseguisse mudar o pensamento de pelo menos um, eu já estaria satisfeito. É uma sementinha que a gente vai plantando e que no futuro irá germinar.

Gente, antes de terminar esse episódio, deixa fazer um agradecimento para Linda do Rio de Janeiro! Ela escreveu uma mensagem muito carinhosa elogiando o podcast e dizendo que ouvir os episódios são momentos de reflexão e de calmaria na vida dela. Muito obrigado, Linda, pelo pela sua mensagem, pelo seu carinho. Muito axé na sua vida!

Eu respondi a sua mensagem, Linda, mas eu não sei se você recebeu… Aliás, gente, eu sempre respondo para as pessoas que me escrevem, mas parece que ultimamente, eu não sei por que, as minhas respostas estão caindo na caixa de spam das pessoas. Então, se você me escreveu, dá uma olhadinha na sua caixa de spam, porque talvez a minha resposta esteja lá… Eu acho que o Google está pensando que o Alma de Poeta é um spam querendo vender anúncio.

Um grande abraço, meus irmãos, minhas irmãs! E até o nosso próximo bate-papo. Inshalá!

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