Entrando para um Terreiro

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No episódio de hoje, eu quero compartilhar com vocês uma mensagem muito carinhosa que eu recebi. E também nós vamos aproveitar e falar um pouco sobre como podemos buscar um terreiro para trabalhar a nossa espiritualidade.

Transcrição do Episódio

Oi Pessoal! Bom dia, boa tarde, boa noite! Sejam muito bem-vindos a mais um episódio do Podcast Alma de Poeta. Hoje, eu quero dedicar esse episódio para responder uma mensagem que eu recebi. Eu pedi a permissão da pessoa, para poder publicar uma parte do áudio que ela me enviou, porque eu acho que às vezes as nossas dúvidas, as nossas incertezas, acabam sendo as dúvidas e incertezas de outras pessoas também, né? E é muito bom a gente poder trocar essas experiências, né? Ainda mais com relação a uma religião tão incompreendida como a nossa. Meu nome é Evandro Tanaka, eu sou médium umbandista e nesse podcast a gente fala sobre Umbanda, Espiritualidade, Mediunidade e também sobre as poesias do Pai Antônio.

Eu quero compartilhar com vocês uma mensagem linda que eu recebi da Jaíne! Ela mora em SP, na capital, e ela disse que está ouvindo o podcast há mais ou menos 02 semanas. A Jaíne entrou em contato comigo pelo nosso site almadepoeta.com.br e ela contou um pouquinho das impressões que ela teve do nosso podcast, da experiência que ela teve indo no terreiro. E a gente chegou até a conversa um pouquinho em off da vontade dela ajudar em algum terreiro, da vontade dela trabalhar a espiritualidade.

Tudo tem o tempo certo, Jaíne. Mas vamos lá, conta para a gente como foi que você descobriu o Podcast? Conta um pouquinho da sua experiência com a Umbanda, com a espiritualidade. Quais são os seus anseios, as suas dúvidas nessa caminhada espiritual. Eu abro um espaço aqui para você falar um pouquinho sobre você.

[Áudio da Jaíne – Parte 1]

Eu que agradeço, Jaíne, pela sua consideração, pelo seu carinho com as palavras! E é muito gratificante para mim saber que as mensagens e os ensinamentos, não só do Pai Antônio, como também de toda a espiritualidade que nos acompanham, possam, de alguma maneira, estar transformando a sua vida. Eu falei para você, né, Jaíne, quando eu respondi sua mensagem, de como eu fiquei emocionado com a maneira como você falou que o Alma de Poeta transformou a sua vida.

Isso foi muito forte para mim, sabe, eu fiquei com os olhos marejados naquela hora, de gratidão, por saber que, esse esforço (que não é só meu, porque envolve a espiritualidade também), tá contribuindo de alguma forma para deixar a sua vida e a vida das pessoas melhor.

E eu lembrei, Jaíne, quando eu estava ouvindo o seu áudio. Quando você falou da experiência que você teve no terreiro lá em Salvador, de que dá vontade de dançar, né, o corpo mexe sozinho. É bem isso mesmo! Eu lembro da primeira vez que eu pisei em um terreiro também, quando o atabaque começou a tocar e o pessoal começou a cantar os pontos, nossa, parecia que o meu corpo tinha adquirido vontade própria. Eu queria ficar sentado, mas ele levantava. O meu corpo ficou totalmente indisciplinado ao meu comando. Foi uma experiência assim bem estranha. Eu entendo exatamente o que você quer dizer quando você fala que o corpo mexe sozinho. Eu também já passei por isso.

E assim, pegando um gancho no que você falou. Realmente, quando a gente começa a mudar os pensamentos, os nossos sentimentos tudo ao nosso redor também vai se modificando. E com essa mudança toda, a nossa vida começa a se transformar. Isso é uma lei da natureza. A gente muda o nosso padrão vibratório. E, de acordo com o nosso novo padrão vibratório, as coisas que a gente sente, as coisas que a gente pensa, novas situações compatíveis com o que a gente está sentindo começam a acontecer na nossa vida.

Muitas vezes, sabe o que acontece, as pessoas querem a ajuda dos bons espíritos, mas agem de uma maneira que eles não gostam. Eu não estou dizendo que você faz isso, tá? Eu fazia isso! Eu queria que a espiritualidade me ajudasse a melhorar de vida, mas eu ficava invejando a conquista das outras pessoas. Eu ficava pensando comigo: por que que todo mundo consegue as coisas e eu não? Que maldição é essa que recai sobre a minha vida que eu não consigo nada?

E eu reclamava, reclamava, reclamava… A minha sorte (ou o meu azar, não sei) é que naquela época eu já estava começando a ouvir aquelas vozes doidas dentro da minha cabeça, sabe? Daí, uma vez, a voz do Exú, que depois eu fiquei sabendo que era o seu Catacumba, chegou para mim e falou assim: “Meu, pára de reclamar, pára de ficar bancando a vítima, o coitadinho, porque de coitado você não tem nada”. E o Catacumba, ele é tão fofo no jeito de falar que ele dá medo! Ele tem uma voz assim meio cavernosa e um jeito bem duro de falar. Lá no terreiro, o pessoal tem até receio de conversar com ele, porque sabe que, do nada, leva uma na orelha, por causa desse jeito carinhoso dele.” E ele continuou falando para mim assim: “Você quer melhorar a sua vida? Então, começa a ficar contente quando as outras pessoas melhoram a vida delas também. Porque somos nós, no plano espiritual, que estamos fazendo isso. Os espíritos de luz não simpatizam com pessoas invejosas, com pessoas ambiciosas, com pessoas egoístas. E eles não vão se esforçar para ajudar pessoas que tem esse tipo de sentimento.

Então, toma na minha orelha, né. E o Seu Catacumba tem um jeito tão contundente de falar que eu aprendo assim, na base da chapoletada, sabe? Bom, eu acabei interrompendo o seu áudio aqui para fazer essas considerações, mas continua aí, Jaíne. A gente conversou também sobre a possibilidade de você conhecer um lugar, começar a ajudar as pessoas, a desenvolver a sua mediunidade, né? Continua aí. Foi mal por ter te pausado.

[Áudio da Jaíne – Parte 2]

Obrigado, Jaíne, pelo tempo que você dedicou para gravar esse áudio para mim. Por essas palavras tão carinhosas. Eu, realmente, não me sinto merecedor de receber esses elogios, sabe, porque eu tenho consciência de que ainda tenho que melhorar muito como pessoa. Mas, ao mesmo tempo, eu fico feliz por você estar encontrando o seu caminho espiritual.

Você não sabe como eu fico feliz em saber que, aos poucos, você foi quebrando esse preconceito que você tinha com o povo da esquerda, com os Exús e Pombajiras. Porque eles não são nada daquilo que as pessoas pintam. Claro, desde que você vá numa casa séria, com médiuns sérios que não ficam mistificando, que não ficam animizando as suas tendências. Daí, sim, você vai ver a verdadeira natureza de um Exú e de uma Pombajira. São espíritos caridosos que trabalham para que nós possamos evoluir. São espíritos bondosos que nos ajudam, sempre que recebem a permissão. Às vezes com aquele jeito característico deles, né? Estúpido, debochado, brincalhão… mas que carrega uma luz espiritual muito maior que a nossa.

E olha, eu tenho uma notícia para você, que eu não sei se é boa ou se é ruim. Mas, por tudo que você me contou sobre as suas experiências no terreiro, as suas sensações, eu sinto em dizer que você tem sim, mediunidade, viu! Pode começar a pensar em trabalhar isso para se aproximar dos seus guias espirituais.

E com relação à sua dúvida: “poxa, como será que eu faço para contribuir com o meu trabalho para um terreiro, para fazer algo a mais, além de simplesmente tomar passe. Será que eu tenho que conversar com alguém?”. Claro que tem! Você tem que demonstrar para quem cuida da casa, o seu interesse em querer participar dos trabalhos. Chega lá, conversa com o Pai de Santo, a Mãe de Santo, ou com o Pai Pequeno, a Mãe Pequena, a pessoa que dirige os trabalhos. Fala que você quer participar mais, que você quer aprender. Eu tenho certeza que todo mundo na casa vai ficar muito feliz de receber mais um membro.

E assim, cada casa tem um jeito diferente de coordenar os trabalhos, né? É mais uma questão de organização, de disciplina. Então, a maioria dos terreiros pede para você frequentar as giras como assistida durante um tempo. Para ver se você realmente vai se identificar com a casa, com os trabalhos… Porque os dirigentes sabem, tem muita gente que vai naquela ansiedade de querer trabalhar, de querer desenvolver a mediunidade. Mas é mais aquele fogo de palha. A pessoa vai uma, duas, três, quatro vezes e depois para. Então, para tentar evitar esse tipo de comportamento, normalmente os terreiros pedem que as pessoas comecem participando como assistidos.

Depois, com o tempo, dependendo da sua assiduidade, você pode ser convidada a entrar para a corrente, a começar a vestir o branco. A cambonar os médiuns incorporados. Você pode ser convidada a iniciar o seu processo de desenvolvimento mediúnico. Lógico que tudo isso vai do seu interesse, vai da sua disponibilidade, da sua boa vontade de querer ajudar.

E dependendo da casa que você for, às vezes você nem precisa falar nada, porque é a própria espiritualidade que vem e te convida para participar dos trabalhos. E como eles fazem isso? Através do médium incorporado. Quando você vai passar pela consulta ou pelo atendimento, a entidade que está incorporada te convida a fazer parte da corrente.

Comigo mesmo, já aconteceu várias vezes, de eu visitar um terreiro, passar pelo atendimento, e a Entidade olhar para mim e me convidar para a corrente mediúnica. Isso, sem eu abrir a boca para falar nada. Porque eles sabem, né, lá no plano espiritual quem se comprometeu a trabalhar com isso nessa vida antes de reencarnar. Eu lembro de uma vez que eu fui no terreiro, daí o espírito de um Baiano virou para mim e falou assim: “Tu vai ficar em cima do muro até quando? Tu devida estar do outro lado, ajudando, ao invés de ficar procurando ajuda”.

Então, eu digo para vocês o seguinte: Está batendo a vontade de conhecer a Umbanda, ou qualquer outra religião que seja, de se aprofundar nos estudos relacionados ao mundo espiritual, está batendo aquela vontade de ajudar as pessoas necessitadas? Então, talvez esteja na hora de você buscar aquilo que vai alimentar o seu espírito. E o que alimenta o espírito não é dinheiro, não é viagem, não são bens materiais. O que alimenta o espírito é a nossa maior proximidade com Deus. E isso a Umbanda pode te oferecer, a Igreja pode te oferecer, o Culto pode te oferecer, o Centro Kardecista pode te oferecer, o Candomblé pode te oferecer, o Budismo pode te oferecer, o Islamismo pode te oferecer. Porque as religiões são o caminho para nós reconectarmos com o nosso Criador, qualquer que seja a religião que você escolha seguir. Eu escolhi a Umbanda e eu sou feliz nessa religião. Assim como eu vejo tantas outras pessoas felizes no caminho religioso que elas escolheram seguir.

Então, a gente fica por aqui. Agradeço imensamente a vocês por acompanharem o nosso podcast. E um agradecimento especial a você, Jaíne, por ter mandado esse áudio tão carinhoso. Que o nosso Pai Oxalá continue iluminando a sua caminhada.

E se vocês, ouvintes do podcast, tem algum comentário, alguma sugestão, alguma crítica. Se vocês não concordaram com alguma coisa que eu falei ou se vocês tem um ponto de vista diferente sobre determinado assunto, mandem uma mensagem para mim. Entrem lá no nosso site: almadepoeta.com.br e escrevam a sua mensagem. Eu vou ficar muito feliz em responder.

E além do site, vocês também podem ouvir o Alma de Poeta nas principais plataformas de áudio: Spotify, Amazon Music, Google Podcast, Deezer, Apple Podcast, AnchorFm, Youtube e outras aí que eu não lembro…

Um grande abraço para vocês, fiquem com Deus e até o nosso próximo e o nosso próximo episódio.

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