As Lágrimas da Chuva

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Quem nunca chorou, que atire a primeira pedra! Nesse episódio, nós vamos falar sobre a necessidade de derramarmos nossas lágrimas!

Transcrição do Episódio – As Lágrimas da Chuva

Olá, pessoal! Sejam muito bem vindos a mais um episódio do Podcast Alma de Poeta. Meu nome é Evandro Tanaka, eu sou médium umbandista e aqui a gente vai conversar sobre espiritualidade, de uma maneira geral.

Eu procuro, em cada episódio, trazer um tema específico para a gente debater. É claro que, sempre com as orientações do nosso querido guia espiritual, o Pai Antônio, afinal de contas, toda a percepção que eu tenho do mundo espiritual, eu devo a ele.

É graças aos seus conselhos, aos seus ensinamentos, às suas advertências, que hoje eu consigo enxergar um pouquinho melhor, com um pouquinho mais de clareza o mundo espiritual. O que nos espera do lado de lá, quando a gente embarcar nessa estação que se chama desencarne. E por que eu falo desencarne e não falo morte?

Porque a morte é apenas uma ilusão da matéria física. Gente, eu vou contar um segredo para vocês: a morte não existe de verdade. A única coisa que existe nesse nosso universo se chama transformação, é a mudança de estado.

Como disse um grande espírito que passou aqui pela Terra uma vez, chamado Antoine Lavoisier… eu tenho certeza que vocês já ouviram falar nessa frase famosa de Lavoisier ‘na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma‘.

Isso significa que nada morre! As coisas apenas mudam de um estado para outro. Isso vale para objetos, para pessoas, para situações, para sentimentos, para tudo. Quando nós desencarnamos, nós estamos apenas colocando em prática essa lei de Lavoisier.

Nós estamos passando de um estado para outro. Como diz o Pai Antônio: “assim como o orvalho condensado nas folhas de uma árvore acaba evaporando quando o dia esquenta, assim também é o nosso espírito“.

Nós somos como as gotas de orvalho, grudadas nas folhas das árvores, mas que um dia, pelo calor emanado de Deus, iremos nos desprender da matéria que nos atrai, iremos nos libertar dessa folha que nos aprisiona e iremos voar livres pelo ambiente atmosférico, em estados mais sutilizados de matéria.

Não é lindo isso? Eu acho muito reconfortante essa ideia de que a morte não existe. Não é maravilhosa essa certeza de saber que a vida não acaba com o último suspiro? Que assim como a gota de orvalho, nós também nos desprenderemos, um dia, das folhas que nos seguram, para voar livres pelo Universo? Que nós teremos a oportunidade de ver coisas que nós não tínhamos nem ideia de que poderia existir? Essa é a bondade do nosso Criador, gente!

E falando sobre esse assunto de gotas de orvalho, de sereno, eu acabei lembrando de uma poesia que me foi passada uma vez, pelo Pai Antônio… essa poesia se chama “A Chuva”. Deixa eu colocar ela aqui para a gente ouvir:

Filha, não existe tempo certo
Para a chuva cair no deserto
Renovando a vida sobre a terra.

A bondade do Pai é permanente
E só espera eclodir a semente
Da natureza que nunca erra.

Quando estiver sobrecarregada
Com a tua alma amargurada
Lembra da chuva que cai no deserto

As lágrimas que inundam o teu dia
São as mesmas que trazem harmonia
Molhando a terra no momento certo.

Sem a chuva não existe a vida,
Sem o trabalho não se faz comida,
Pois tudo tem uma razão de ser.

E as tuas lágrimas doloridas
Ajudam a curar as feridas
Fazendo o coração amolecer.

Não é maravilhoso, gente? Eu sempre ouço esse poema quando eu estou triste. Nessa poesia, o Pai Antônio compara as nossas lágrimas com a chuva. E assim como a chuva serve para fertilizar, para hidratar, para levar a vida à terra seca, as nossas lágrimas também servem para molhar o nosso espírito.

Porque às vezes, o nosso espírito, assim como a terra, está tão ressecado, tão duro, que ele precisa receber uma chuva de lágrimas para amolecer. E vocês podem ter certeza que depois que a chuva de lágrimas cumpre o seu objetivo, ela vai embora, ela para. E no lugar dela, surge um lindo arco-írirs para colorir o nosso dia.

Sempre que você derramar lágrimas, seja de tristeza ou de alegria, não importa… Lembre-se desse poema. Porque as lágrimas que caem são como a chuva no deserto. É a sabedoria de Zambi aplicando nas nossas vidas as mesmas leis que regem a natureza. Olha só a Umbanda sendo vivenciada no nosso dia-a-dia.

A gente poderia falar que essas lágrimas são as águas de Nanã nos trazendo sabedoria, que são as águas salgadas de Iemanjá que temperam o nosso espírito. Que são as águas doces de Oxum que lavam a nossa alma… Olha só as nossas queridas Iabás, que assim como também tem influência na natureza, também influenciam as ocorrências do nosso mundo interior.

Como já diziam os antigos, chorar faz bem, não é verdade? E é isso mesmo! Olha só as leis divinas se transformando até em um ditado popular: “Chorar faz bem”. Eu peço a Zambi que de agora em diante, Ele permita que as nossas lágrimas sejam mais de alegrias do que de tristezas. Porque o mundo tem derramado dilúvios torrenciais desde o ano passado, não é mesmo?

Eu peço a Deus também que as pessoas tenham consciência de que, como diz o poema, a chuva vem na hora certa. Se o céu está armando uma tempestade, é porque essa tempestade precisa cair.

Eu espero que vocês tenham gostado desse novo episódio. Eu não vou ficar aqui pedindo para vocês se inscreverem ou comentarem, ou curtirem ou darem like, porque eu acho isso “chato pra caramba”. Se vocês gostaram do conteúdo, se vocês curtiram, eu já fico feliz. Se vocês me derem um feedback, eu vou ficar mais feliz ainda. Quem quiser me escrever, pode mandar um e-mail para mim: evandro_tanaka@yahoo.com.br.

Um grande abraço para vocês. Fiquem com Deus, se cuidem, permaneçam em isolamento para proteger o próximo, para proteger as pessoas que vocês amam e até o nosso próximo episódio.

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