Esplendoroso Raio de Sol

Ouvir episódio

Cada dia que nasce, cada vez que o sol desponta no horizonte, eu sinto a minha vida se renovar. Eu abro o meu coração para novas experiências, para novas oportunidades de crescimento.

Transcrição do Episódio

Olá, meus irmãos e minhas irmãs de podcast! Bom dia, boa tarde, boa noite, boa madrugada a todos! Espero que vocês estejam bem, que vocês estejam equilibrados, energizados e fortalecendo a espiritualidade de vocês cada vez mais. Estamos iniciando mais um episódio do Alma de Poeta, esse projeto que foi idealizado para gente conversar sobre Espiritualidade, Mediunidade e, principalmente sobre Umbanda, que é o nosso carro chefe. Daí, a gente aproveita, de vez em quando, para compartilhar também, algumas poesias passadas pelo plano espiritual. E eu sei que vocês já estão carecas de saber, mas para quem está caindo de paraquedas aqui, pela primeira vez, o meu nome é Evandro Tanaka, eu sou médium Umbandista.

E hoje eu quero dividir com vocês mais uma poesia passada pelo plano espiritual. Na verdade, é uma prece poética, uma prece em forma de versos. Tem hora que a espiritualidade me conta histórias, por meio das poesias do Pai Antônio, mas tem horas que essas poesias vem apenas para aconchegar o meu espírito, para elevar o meu estado vibratório.

E eu me emociono muito quando eu recebo essas poesias, pelo sentimento de amor que vem junto com as palavras. Porque, uma coisa é eu escrever aquela poesia no papel e alguém ler aquela poesia como uma letra seca, sem sentimento. Outra coisa é a gente ouvir a poesia emanada diretamente da fonte, acompanhada de todo o sentimento que a Entidade está carregando. E isso é maravilhoso! Não teria como eu reproduzir essa sensação para vocês. Apesar de que eu me esforço ao máximo para tentar gravar a poesia da maneira mais fidedigna possível. Mas quando eu vejo o resultado final, é como se eu estivesse fazendo um um rascunho tosco de uma obra prima. Vocês entendem? E isso é meio frustrante para mim, sabe? De eu não ter essa capacidade de transmitir toda a beleza da poesia que me foi passada.

Mas enfim, cada um trabalha com as ferramentas que tem, não é verdade? E as minhas ferramentas são muito limitadas nesse sentido. Então, vamos parar de lero-lero, Evandro, e vamos recitar a poesia!

Oh, majestoso raio de luz,
que desponta no horizonte,
rasgando as trevas
que me envolveram
durante a noite!

Astro-Rei que me conduz,
em mais um alvorecer do dia,
trazendo de volta a alegria,
renovando o sopro da vida,
a cada instante!

Oh, energia sublime,
que o meu peito desoprime,
transformando as horas cinzas,
em séculos de eterna brisa,
aliviando a alma cansada.

Quanto mais eu sinto o teu brilho,
mais dos erros me desvencilho,
nesta minha longa caminhada.
Pois a fé em mim fortalece,
até mesmo quando anoitece,
colorindo essa linda estrada!

Que felicidade suprema,
oferecer a ti um poema,
por ter vindo me consolar!
Felicidade que se transforma,
além de mim, além da forma!
Faz a noite parecer dia,
transforma dor em alegria;
na tempestade que traz a calma.

Oh, formoso raio de sol,
querido amigo e companheiro!
Tu és para mim um farol,
o Divino Mensageiro!
Sinto na pele o teu carinho,
incentivando-me no caminho,
com a tua luz ofuscante,
mostrando-me o que é importante,
para continuar a caminhada!

Na tua presença, a noite se cala,
quando lembro da vida na Senzala,
e sinto forte o teu alvorecer!
Quando esse raio de luz me invade,
trazendo a tal felicidade
e devassando todo meu ser!

Saravá, meu Pai Antônio, salve a sua força, salve a sua luz! Adorei as Almas, meu pai! Sempre quando eu vejo o nascer do sol, eu lembro dessa poesia e do sentimento que ela me traz. Eu acho maravilhosa essa conexão da Umbanda com a natureza, sabe? Porque todos os fenômenos climáticos, atmosféricos que acontecem aqui na Terra, para nós umbandistas, são manifestações de Deus, do nosso Pai Olorum.

O raio de sol que toca o nosso rosto, que nos esquenta, a brisa suave que sopra, acariciando a nossa pele, a energia da terra quando a gente pisa descalço, o perfume das flores. Tudo isso são manifestações dos nossos Orixás Sagrados.

Quando a gente fecha os olhos e sente os raios de sol tocando o nosso rosto, nós estamos sentindo o carinho de Oxalá. Quando a gente respira fundo aquela brisa suave que nos envolve, a gente está sentindo o abraço de Iansã. Quando a gente pisa descalço na terra úmida, a gente está sentindo a energia de Obaluaê. Quando a gente abraça uma árvore, quando a gente acaricia nosso animalzinho de estimação, a gente está sentindo a irradiação de Oxóssi. Quando a gente segura folhas verdes, estamos segurando na mão de Ossain. Quando a gente olha a escuridão da noite, estamos olhando para Exú. Quando a gente entra debaixo de uma cascata, estamos sendo abraçados por Oxum. Quando a gente se banha nas águas do mar, é mamãe Iemanjá que está segurando a gente no colo.

Essa é a beleza da Umbanda. Esse é o amor de Deus que os nossos Orixás Sagrados trazem para nós aqui na Terra.

Eu vejo uma beleza toda especial nessa poesia que o Pai Antônio passou, porque ela renova as minhas esperanças. Cada dia que nasce, cada vez que o sol desponta no horizonte, eu sinto a minha vida se renovar. Eu abro o meu coração para novas experiências, para novas oportunidades de crescimento.

Porque cada dia que o nosso pai nos concede aqui na Terra é mais uma oportunidade de aprendizado. A gente precisa começar a enxergar e valorizar esse instante que nós estamos aqui, vivendo no plano da matéria. Que oportunidade maravilhosa que o nosso Pai Olorum está concedendo ao nosso espírito! Oportunidade essa que muitas vezes nos passam despercebidas, pelo tanto de ilusão que a gente vai acumulando ao longo da vida.

A gente precisa ter a consciência de que esses problemas que nós enfrentamos no nosso dia-a-dia, para o nosso espírito, não passa de ilusão. É a ilusão da matéria que ofusca a nossa visão espiritual, que entorpece os nossos sentidos.

A cada dia eu entendo melhor quando o Pai Antônio me fala que a gente precisa valorizar o que é simples, principalmente aquilo que nos é dado de graça, porque as coisas caras que você compra nessa vida, não tem valor nenhum para o espírito. Mas por outro lado, o que a natureza nos dá de graça, isso sim tem um valor inestimável. Porque são presentes que estão sendo dados diretamente pelas mãos dos nossos Orixás.

Pára pra pensar um pouco: quanto que você paga pelo ar que você respira? Pelo Sol que te aquece todos os dias? Pela água da chuva que cai no seu quintal? Quanto que você paga pela água do mar? Quanto que você paga para passear num parque, para se aproximar de uma árvore? Você percebe? Todas essas maravilhas nos foram dadas de graça pelo nosso Pai Olorum. E são elementos que trazem saúde para o nosso corpo, que acalmam a nossa mente, que trazem paz para o nosso coração. E isso tem um valor inestimável para o espírito!

Depois que eu gravei a poesia para vocês, eu fiquei muito pensativo no último verso, quando o Pai Antônio falou assim:

Na tua presença, (ou seja, na presença do Sol) a noite se cala, quando lembro da vida na Senzala, e sinto forte o teu alvorecer! Quando esse raio de luz me invade, trazendo a tal felicidade e devassando todo meu ser!

E eu lembro que o Pai Antônio estava emocionado quando terminou essa poesia. Eu senti a emoção dele reverberando em mim. Eu fico imaginando o que estava se passando pela cabeça dele. Talvez relembrando aquela vida sofrida que ele teve, as experiências que ele passou…

O Pai Antônio conta que a vida dele como escravo foi como se fosse um alvorecer para o seu espírito. Foi naquela existência que ele deixou todas as pendências que ele tinha. A encarnação no cativeiro, para ele, foi como os primeiros raios de sol que rasga a escuridão da noite, que tira o espírito do entorpecimento do sono para viver a vida verdadeira.

E a nossa vida verdadeira não é aqui na Terra, é do lado de lá. Porque é lá que estão as pessoas que nós amamos verdadeiramente e que nos amam de verdade. Não esse amor transitório que existe aqui na Terra, muitas vezes formados por vínculos sanguíneos, mas é o amor eterno, o amor que foi construído no decorrer de muitos e muitos milênios de experiências reencarnatórias. É lá que está a nossa verdadeira família e que um dia, nós vamos ter a oportunidade de reencontrar.

Então, essa foi a poesia de hoje. Muito linda ela, né? Agora eu quero conversar com vocês sobre um outro assunto.

Deixando um pouco de lado esse sentimento maravilhoso de conexão com o plano astral, vamos falar agora sobre trabalho de terreiro. Mais especificamente sobre o papel do dirigente espiritual na condução de um gira de Umbanda.

Nesse final de semana que passou, eu recebi um áudio de uma ouvinte e eu fiquei bastante pensativo sobre a experiência que ela me relatou. Eu fiquei pensando, como é importante um dirigente espiritual, que na Umbanda a gente chama de Pai de Santo, de ter uma atitude correta, não só quando ele está conduzindo os trabalhos, como também quando ele está incorporado.

Porque às vezes, atitudes impensadas ou… sei lá… atitudes que refletem uma determinada característica da pessoa, pode trazer uma série de maus entendidos que fica difícil de uma pessoa que está indo visitar o terreiro pela primeira vez entender. Eu sei que vocês estão boiando nessa reflexão que eu estou fazendo, mas eu vou compartilhar com vocês o áudio que eu recebi, para vocês entenderem melhor o que eu estou falando.

Eu esclareço para vocês que eu recebi autorização da Aline para compartilhar esse áudio, porque eu não publico nada sem a autorização da pessoa. A Aline mora em Belo Horizonte e começou a ouvir o podcast há algum tempo. E depois ela entrou em contato comigo pelo site do Alma de Poeta e a gente já conversou algumas vezes, trocando mensagens. E ela acabou fazendo esse questionamento para mim que eu achei muito pertinente e eu quero compartilhar com vocês, até porque pode acontecer de vocês também passarem ou terem passado por situações semelhantes. Então, vamos lá, minha irmã, solta a voz! Vamos ouvir o que você tem a dizer:

[Áudio da Aline]

Obrigado pelo contato, Aline! Obrigado por você ter mandado esse áudio para gente. E eu agradeço principalmente por você ter autorizado o compartilhamento dessa sua dúvida com outras pessoas que ouvem o podcast.

A gente já conversou um pouco em particular sobre esse assunto, né? Realmente foi uma dúvida que me chamou bastante atenção, eu fiquei um pouco preocupado, não exatamente pela conduta que o “pai de santo” ou a Entidade teve durante a gira, mas pelas coisas que podem ter passado pela sua cabeça e principalmente pelos esclarecimentos “entre aspas” que você recebeu do pessoal lá no terreiro, que talvez a Entidade não tenha se aproximado de você por algum ruim que ela pode ter visto.

Como eu disse para você em particular, Aline, e eu vou repetir aqui para todo mundo ouvir: esse tipo de conduta não existe numa gira séria e Umbanda. Eu não posso afirmar para você, com plena convicção do que aconteceu nesse dia, porque eu não estava presente, né? Mas eu vou tentar passar algumas considerações que eu acho importante.

Primeiro eu disse para você que eu fiquei um pouco confuso, né? Porque você disse no áudio que a Entidade que estava conduzindo os trabalhos era um Exú, o Seu Tiriri, só que você passou em atendimento com pretos-velhos. Eu achei estranho isso num primeiro momento.

Daí eu comentei, na resposta que eu te dei, que na Umbanda não acontece esse negócio de fazer gira de esquerda e direita, simultaneamente. Ou seja, um Exú ou uma Pombajira nunca vão dar atendimento junto com preto-velho, na mesma hora. Porque são energias totalmente diferentes. A polaridade energética é muito distinta. Exú trabalha na esquerda, tem uma energia mais densa, mais pesada. Preto-velho trabalha na direita, tem uma energia mais leve, mais sutil.

O que pode acontecer, e que geralmente acontece em muitas casas, é deles tocarem para várias linhas de trabalho no mesmo dia. Mas tudo de uma maneira organizada, sabe? Toca para Caboclo, caboclo vem, trabalha, vai embora… Toca para preto-velho… preto-velho vem, trabalha, vai embora. Toca para Exú, exú vem, trabalha e vai embora. É assim que funciona, ou é assim que deveria funcionar. Pode ser que seja isso que tenha acontecido no dia, na casa que você visitou. Por isso que você falou que teve a presença do Seu Tiriri, em um determinado momento, talvez porque também teve gira de esquerda na casa, naquele dia. E você passou com pretos-velhos porque, quando você foi atendida, era a linha dos pretos-velhos que estava trabalhando. Isso faz mais lógica para mim do que uma gira com tudo misturado, que acaba virando uma bagunça.

E eu quero aproveitar esse assunto, Aline, para falar para você também, que em todos esses anos de Umbanda que eu vivi, e já faz mais de 20 anos que eu estou nessa religião, em todos os terreiros que eu conheci, eu nunca vi uma Entidade de esquerda ser a chefe espiritual do terreiro. Geralmente, o chefe espiritual do terreiro ou é um Caboclo, ou é um preto-velho ou é um Baiano, ou é um Marinheiro. Eu já vi até cigano ser chefe de terreiro. Mas até hoje, eu não vi na Umbanda um Exú ou uma Pombajira ser chefe de terreiro. Pode ser que tenha? Sei lá… pode ser! Mas eu não conheço.

Normalmente, quando uma Entidade de Esquerda assume a regência de uma casa, essa casa trabalha na linha da Quimbanda, que não tem nada a ver com a Umbanda. São ritualísticas totalmente diferentes, conceitos diferentes, não tem nada a ver uma coisa com a outra. Eu não conheço muito a Quimbanda, eu nunca frequentei, então, eu não saberia dizer para você com propriedade os fundamentos dessa religião. O que eu sei é que a Quimbanda trabalha preponderantemente com a linha da esquerda. Então, na Quimbanda, quem canta de galo é Exú e Pombajira. Já na Umbanda, a coordenação dos trabalhos é feita pelo povo da direita. Então, esse era um ponto que eu queria esclarecer, não só para você, mas para todo mundo que está ouvindo esse episódio. Essa é inclusive, uma das maneiras de você identificar, se o terreiro que você está frequentando é de Umbanda ou é de Quimbanda. Certo?

Mas não confunda o guia da casa com o guia dos trabalhos. Por exemplo, lá no terreiro que eu frequento, o guia da casa é o Pai Antônio. Ele é o diretor daquele local. Mas quando é gira de esquerda, o guia dos trabalhos é o Seu Catacumba. É ele que manda e desmanda naquele dia, mas sempre prestando contas do que ele faz para o diretor, que é o Pai Antônio. Tá certo? O guia dos trabalhos tem autonomia para conduzir a gira da maneira que ele achar melhor, desde que não fuja dos princípios estabelecidos pelo diretor. Essa é uma questão de respeito à hierarquia.

Agora, vamos lá, com relação a esse incomodo que você teve na gira, de ser praticamente ignorada pela Entidade. O médium incorporado vinha, conversava com todo mundo, abraçava todo mundo e quando chegava perto de você e da sua irmã, desviava o caminho. Essa é uma atitude que, num primeiro momento, eu não entendo, eu não concordo, mas como eu disse para você, Aline, talvez esse comportamento tenha sido originado do animismo do médium e não da Entidade que estava se manifestando nele.

Porque, se um guia de Umbanda que se manifesta no terreiro, ainda mais uma Entidade chefe de trabalho, ela já tem uma consciência existencial muito maior que a nossa. E ela não vai excluir ninguém, ela não vai antipatizar com ninguém, ela não vai discriminar ninguém. Isso não faz parte da índole dos espíritos que trabalham na Umbanda. Ainda mais na Umbanda, né, que as Entidades sabem muito bem o que é discriminação social.

E assim, Aline, isso que falaram para você… que talvez o Exú Tiriri não tenha vindo conversar com você, nem com a sua irmã, porque ele pode ter visto alguma coisa em vocês que ele não gostou, não tem fundamento algum. É totalmente desprovido de lógica. E eu vou explicar o por que!

Eu até comentei com você, né, da comparação do hospital. Imagina que um terreiro de Umbanda é um pronto-socorro, que chega gente estropiada toda hora, chega gente doente, chega gente precisando de ajuda. Daí, o médico que está lá no pronto socorro, ele só quer atender pessoas sadias, que não oferecem nenhum tipo de risco de contágio para ele. Se chega uma pessoa doente, o médico se recusa a atender, porque ele tem medo de se contaminar. Não é ridículo isso que eu estou falando? Se o médico tem medo de atender doente, ele não deveria ser médico, ele deveria ser outra coisa.

Se a Entidade está lá, conduzindo um trabalho caritativo de Umbanda, pode ter certeza absoluta que ela vai dar absoluta prioridade a quem realmente está precisando de ajuda. Não tem essa de ficar escolhendo quem quer ou quem não quer atender. Vai atender todo mundo que precisa. Eu penso até que pode ter ocorrido o contrário. Que a Entidade poderia estar abraçando e conversando com as outras pessoas, por necessidades que elas tinham, mas não se aproximou de vocês duas, porque não viu necessidade para isso. Claro que isso não é desculpa da Entidade ou do médium não vir até você para te dar um abraço, para falar algumas palavras de carinho. Porque isso é o mínimo de cordialidade e educação que uma pessoa pode ter, independente dela estar encarnada ou desencarnada.

Vamos mudar de exemplo agora: Imagina que uma gira de esquerda é uma delegacia de polícia e o Exú que está conduzindo aquela gira é o delegado. Daí, dentro da delegacia tem um monte de policial, agente, escrivão, atendendo as pessoas que estão chegando. Daí, num determinado momento, entram dois ladrões perigosos lá que foram presos. Você acha que o delegado que está conduzindo o trabalho naquele dia vai se recusar a fichar aqueles dois elementos, com medo de represália porque eles são perigosos? Se não acontece isso aqui na Terra, imagina no plano espiritual?

Vamos transportar esse exemplo para o terreiro: imagina que você e a sua irmã foram até o terreiro naquele dia e estavam acompanhadas por kiumbas (que são os malfeitores do plano espiritual). Daí, os kiumbas foram aprisionados, pela equipe espiritual da casa (porque isso acontece muito) e foram levados até o chefe dos trabalhos: o Seu Tiriri, que estava fazendo o papel de delegado naquele dia. Você acha que o Seu Tiriri iria evitar atender aquela ocorrência, por causa de algo ruim que estava acompanhando vocês? O Seu Tiriri é um Exú! E os Exús estão acostumados a lidar todos os dias com coisas ruins. Essa é a especialidade deles, de dar porrada no baixo astral, de impor a ordem do lado de lá, no plano espiritual. Não faz sentido nenhum dizer que um Exú desviou de algo ruim que viu em vocês. Porque quando um Exú identifica algo ruim em alguma pessoa que está procurando ajuda, daí que ele vai lá para tirar aquilo. Exú não tem medo de kiumba, não tem medo do diabo, não tem medo de nada. Eles são treinados para enfrentar as trevas. Você entende?

Eu não sei se quem falou isso para você foi um frequentador ou foi um trabalhador da casa, mas se foi um trabalhador da casa, talvez essa pessoa não esteja muito bem informada da natureza dos trabalhos que o povo da esquerda faz. Fala para essa pessoa começar a ouvir o Alma de Poeta! (Brincadeira).

Bom, Aline, mas já está estourando aqui o nosso tempo do podcast. Essa foi só uma complementação a mais… além daquilo que a gente já conversou. Eu espero que eu tenha conseguido tirar as dúvidas e a sua inquietação com relação a isso que aconteceu. Lembre-se que a Umbanda acolhe a todos de braços abertos. Na Umbanda não existe discriminação, não existe exclusão, não existe tratamento diferenciado. Todos nós somos iguais, filhos do mesmo Pai Criador.

E assim, a gente termina mais esse episódio. Agradeço a você, Aline, mais uma vez, por ter entrado em contato, por ter trazido a sua dúvida. E se vocês estão gostando do Alma de Poeta, continuem acompanhando o nosso Podcast nas principais plataformas de áudio. Nós estamos presentes no Spotify, no Deezer, no Google Podcast, Apple Podcast, Youtube, Amazon Music. E vocês também podem mandar as suas dúvidas e os seus comentários acessando o nosso site: almadepoeta.com.br. Entrem lá, deixem uma mensagem para mim, contem como está sendo a sua experiência espiritual na Umbanda, compartilhem conhecimento com a gente! É sempre bom essa troca de experiências.

Um grande abraço, minha família querida! Fiquem com Deus e até o nosso próximo encontro!

Deixe seu comentário

Mais deste assunto

Episódio 91
Nenhum número escolhido ainda