Exú, Oxalá e o Significado das Oferendas

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Nesse Episódio, nós vamos contar uma lenda africana que fala sobre a relação entre Oxalá e Exú, bem como a interpretação que a Umbanda dá com relação às oferendas. O que significa para você fazer uma oferenda?

Transcrição do Episódio

Olá, meus irmãos e minhas irmãs de Podcast! Bom dia, boa tarde, boa noite! Tudo bem com vocês? Estamos iniciando mais um episódio do Alma de Poeta, esse Podcast que foi criado para falar sobre Umbanda, Espiritualidade e Mediunidade. Meu nome é Evandro Tanaka, eu sou médium umbandista e hoje, eu vou iniciar esse episódio contando uma lenda africana para vocês, contando um Itã… um itã que fala sobre como o Orixá Exú ganhou poder sobre as encruzilhadas.

Vamos ouvir essa história? Bom, conta a lenda que Exú não tinha riqueza, Exú não tinha nenhum tipo de bens, nenhuma profissão, Exú não tinha nada. Exú vagabundeava pelo mundo, sem paradeiro, sem ter onde ficar.

Então, um dia, Exú resolveu ir até a casa de Oxalá. E ele passou a frequentar a casa de Oxalá todos os dias. Porque lá na casa de Oxalá, Exú se distraía vendo o velho Orixá fabricar os seres humanos. E no tempo em que Exú permaneceu lá, ele percebeu também que muitos vinham visitar a casa de Oxalá, mas eles permaneciam lá por pouco tempo. Alguns ficavam quatro dias, outros ficavam oito dias. Só que nesse pouco tempo em que eles ficavam lá, eles não aprendiam nada. Eles simplesmente traziam oferendas, se encontravam com o velho Orixá, elogiavam o trabalho que ele estava fazendo (de fabricar os seres humanos) e partiam.

Só que Exú, ao contrário dos outros, ficou na casa de Oxalá durante dezesseis anos! E ele prestava muita atenção na habilidade que Oxalá tinha de modelar o homem. Ele via como Oxalá fabricava, com todo cuidado, cada parte do ser humano: as mãos, os pés, a boca, os olhos, a cabeça, as pernas, o quadril.

E durante esses dezesseis anos em que Exú ficou na casa de Oxalá, ele começou também a ajudar Oxalá a fabricar os seres humanos. Exú não perguntava nada. Ele apenas observava e prestava muita atenção. E com essa atitude, Exú aprendeu todo o ofício de Oxalá.

Só que, um dia, Oxalá disse para Exú para ele deveria ir até a encruzilhada, uma encruzilhada que ficava perto da casa, e pediu para que Exú ficasse lá, parado na Encruzilhada (porque era por esse caminho que passavam todos aqueles que vinham até a casa de Oxalá). Exú recebeu a ordem de ficar ali e não deixar passar ninguém que não tivesse trazido uma oferenda para Oxalá. Todo mundo que fosse até a casa de Oxalá, deveria primeiro deixar uma oferenda com Exú, na encruzilhada.

Oxalá pediu para que Exú cobrasse as oferendas na Encruzilhada porque o trabalho de Oxalá tinha aumentado muito. Ele estava fabricando cada vez mais seres humanos. E ele não queria perder tempo recolhendo os presentes que todos lhe ofereciam. Porque Oxalá estava trabalhando tanto que ele não tinha nem tempo de receber as visitas.

E Exú que já estava há tanto tempo com Oxalá, resolveu ajudar nisso também. Ele recebia todas as oferendas na encruzilhada e entregava essas oferendas para Oxalá. E Exú fazia muito bem o seu trabalho. Ele fazia tão bem o trabalho, que Oxalá resolveu recompensá-lo. Daí Oxalá decidiu o seguinte: quem viesse até a sua casa para fazer uma visita, deveria também dar alguma coisa para Exú. E quem estivesse voltando da sua casa, também deveria dar alguma coisa para Exú, quando passasse pela Encruzilhada.

E Exú não dava mole, não! Ele estava sempre a postos, armado com o seu ogó, que também funcionava como um porrete. E ele não pensava duas vezes para descer a paulada naqueles que tentavam burlar a sua vigilância. Quem tentava ir até a casa de Oxalá sem deixar a oferenda na encruzilhada recebia uma severa punição de Exú.

E Exú trabalhava tanto nessa atividade, ele ficava tanto tempo na Encruzilhada que resolveu construir lá mesmo a sua morada, a sua casa. Assim, ele não precisaria mais se deslocar para ir para o seu trabalho. Exú passou a morar na encruzilhada.

E com isso, por causa dessa generosidade de Oxalá, Exú ganhou uma renda, uma profissão, ganhou o seu lugar no mundo, porque toda encruzilhada passou a ser a casa de Exú. Ele ficou muito rico e muito poderoso com todas as oferendas que recebeu. Desde então, ninguém mais pode passar por uma encruzilhada sem pagar alguma coisa para Exú, se não quiser receber um castigo severo.

É interessante essa lenda, né? Essa é uma lenda africana que precisa ser interpretada aos olhos da Umbanda. Porque dizem os especialistas, os entendidos no assunto, que todo itã, toda lenda africana que conta histórias de Orixás, precisa ser interpretada. Cada lenda africana traz nas entrelinhas as leis do nosso Pai Olorum.

Bom, eu não sou nenhum especialista para interpretar para vocês o significado dessa história, até porque eu não sou do Candomblé, eu sou da Umbanda, mas se eu pudesse traçar um paralelo, trazendo para o Universo umbandista essa lenda que eu acabei de contar, eu diria para vocês o seguinte.

Na Umbanda que eu pratico e na Umbanda que eu acredito, existem dois Orixás que foram primordialmente criados por Deus, por nosso Pai Olorum e que estão acima de todos os outros Orixás. Pelo menos, essa é a vertente da Umbanda que eu pratico. E quais seriam esses dois Orixás? Oxalá e Exú! Percebam que eu não estou falando do Exú Entidade, mas sim do Exú Orixá.

Porque a Umbanda que eu aprendi fala o seguinte: Antes do nosso Pai Olorum criar o Universo, ele criou o vazio absoluto. E a esse vazio absoluto, ele deu o nome de Exú. E o vazio absoluto foge muito à nossa compreensão limitada de seres humanos. Porque o que a gente imagina como sendo o vazio absoluto, ainda não é. Mesmo se você imaginar o vácuo no espaço sideral, esse ainda não é o vazio absoluto. Porque a simples existência do vácuo já é alguma coisa. Se você imaginar a escuridão, o breu, o nada. Ainda assim não vai ser o vazio absoluto de Exú, porque o nada já é alguma coisa. Vocês entendem? É muito difícil, na nossa concepção de ser humano, a gente entender o que é esse vazio absoluto.

E a alegoria da história africana que eu contei fala exatamente isso, né? Que Exú não tinha nada. Ele não tinha bens, ele não tinha posses, ele não tinha profissão, ou seja, Exú não tinha nada. Vocês conseguem perceber o paralelo que existe entre a crença africana e o entendimento da Umbanda?

Daí, o nosso Pai Olorum, depois de ele ter criado o vazio absoluto que ele chamou de Exú, resolveu preencher esse vazio absoluto com a Luz de Oxalá. Então, Oxalá é o tudo que preencheu o nada. É a própria luminosidade de Deus que se espalhou por todo aquele vazio que existia. E esse Todo que Deus criou, do qual o Universo é apenas uma parte que a gente consegue enxergar, que a gente consegue compreender, Deus chamou de Oxalá.

E segundo algumas vertentes da Umbanda, Oxalá é a irradiação primária de Deus responsável pela existência de toda forma de vida. É por isso que aquela lenda africana fala que o trabalho de Oxalá era fabricar os seres humanos. Na verdade, não só os seres humanos, né, mas toda forma de vida. Mas na visão dessa lenda africana, Oxalá seria o responsável pela criação dos seres humanos.

Daí, o que aconteceu? Pelo fato de Oxalá e Exú terem sido os primeiros Orixás criados pelo Nosso Pai Olorum, eles se tornaram muito próximo um do outro, apesar de estarem em polaridades opostas. Afinal de contas, Exú sempre acompanhou Oxalá, porque foi Oxalá que preencheu o vazio de Exú.

E chegou um determinado momento em que Exú se tornou o intermediário daqueles que buscavam Oxalá, daqueles que buscavam o criador dos seres humanos. Então, aqueles que iam reverenciar Oxalá, obrigatoriamente, deveriam reverenciar Exú também. Porque Exú é a polaridade oposta que acompanha a Luz de Oxalá, que também é uma irradiação do nosso Pai Olorum.

Daí, a lenda diz que Oxalá pediu para Exú ficar na encruzilhada, para receber todas as oferendas, ou seja, todos aqueles que desejassem chegar até Oxalá, deveriam primeiro prestar reverência a Exú. E essa tradição se mantém viva até hoje, tanto no Candomblé quanto na Umbanda. Quando você entra num terreiro, você presta homenagens primeiro a Exú para depois ir até o altar fazer as suas homenagens ao Pai Oxalá.

E a encruzilhada simboliza as decisões que a gente precisa tomar na vida. Muitas vezes, a gente chega naquela encruzilhada que a gente não sabe direito que caminho seguir, não é verdade? Nessas horas, a gente tem que fazer uma reverência a Exú e pedir para ele ensinar qual é o melhor caminho para a gente chegar até o nosso Pai Oxalá, a fim de que a gente possa fortalecer a nossa fé.

E as oferendas, na Umbanda, é uma outra simbologia que a gente precisa saber interpretar. Oferenda, significa presente, agrado. E a gente parte do pressuposto que para dar um presente para alguém, a gente precisa sacrificar alguns recurso pessoais para ter condições de dar aquele presente, não é verdade?

Por exemplo, eu quero dar um presente para o meu filho ou para a minha filha ou para alguém que eu amo muito! Eu vou ter que dedicar o meu tempo para escolher o presente certo, eu vou ter que gastar o meu tempo para ir até a loja para comprar o presente que eu escolhi, eu vou ter que gastar os meus recursos financeiros para poder comprar aquele presente. Vocês percebem que tudo isso é sacrifício pessoal?

E a Umbanda pede que a gente faça oferendas através do nosso sacrifício pessoal. Então, quando você chegar na encruzilhada da sua vida e você não souber que caminho seguir, faça um sacrifício pessoal em favor de alguém necessitado. Porque esse é o melhor agrado que você vai dar para Exú.

Quando eu falo de oferendas aqui, eu não estou me referindo a você fazer um padê e deixar na encruzilhada em cima de um alguidar. Não é nada disso! A oferenda para o Orixá se concretiza com o seu sacrifício pessoal em ajudar alguém.

Ajudou alguém? Então está feita a tua oferenda. E Exú vai permitir que você prossiga a sua caminhada até o nosso Pai Oxalá. Agora, se você quer chegar até Oxalá sem dar a sua parcela de sacrifício, tentando enganar Exú, daí você vai receber aquilo que merece por ter tentado ludibriar as Leis Divinas.

Eu, particularmente, tenho uma visão muito ampla de oferenda. Oferenda significa você presentear alguém, oferecer algo. E todas as atitudes desinteressadas que eu faço nessa vida, eu considero como oferendas para os Orixás.

Por exemplo: esse podcast que eu estou gravando aqui agora. Eu estou gastando o meu tempo, eu estou gastando os meus recursos para poder oferecer um presente para vocês. Eu estou oferecendo algo que, dentro da minha interpretação, pode ser agradável, pode ser útil de alguma forma. Eu considero esse podcast como sendo uma oferenda para Exú, para que ele permita que eu siga na minha caminhada em direção à casa do Nosso Pai Oxalá.

Quando eu vou no terreiro, por exemplo… Atualmente, eu estou frequentndo uma casa que fica a 130 quilômetros de distância da onde eu moro. Eu também interpreto isso como uma oferenda para as Entidades e para os Orixás. Porque eu estou gastando o meu tempo, eu estou gastando os meus recursos para oferecer o melhor de mim para as outras pessoas.

E as Entidades que atuam na Umbanda levam muito em consideração esse autruísmo que a gente vai construindo na nossa vida. Pode ter certeza que uma pessoa autruísta vai ter muito mais a simpatia da espiritualidade do que uma pessoa egoísta.

Se você pensa só em você mesma e não está disposta a pagar a oferenda para Exú, você nunca vai conseguir chegar na casa de Oxalá. E por outro lado, se você aproveitar aqueles momentos de encruzilhadas da sua vida, aqueles momentos de dificuldade e de indecisões para ajudar o próximo, você vai estar recebendo a permissão de Exú para seguir em direção à luz!

E lembra do que a lenda conta? Toda encruzilhada se tornou a casa de Exú. Isso significa que toda decisão que você precise tomar nessa vida, necessariamente, essa decisão deve ser embasada sempre para fazer o bem ao próximo, seja um familiar, um amigo, um desconhecido. Essa é a oferenda que você vai estar oferecendo para Exú, para que ele permita que você prossiga o teu caminho com segurança.

Daí, quando você chegar na casa de Oxalá, você não vai precisar fazer outra oferenda para ele, porque a sua oferenda, você fez quando se encontrou com Exú na encruzilhada. Você entende? Quando você ajudou o próximo, você já obteve o aval de Exú para seguir em frente na tua caminhada. Oxalá disse para Exú: “fica lá na encruzilhada da vida e recebe as minhas oferendas”. É isso o que Exú faz. Receber os presentes que antes eram direcionados a Oxalá.

E isso tem um significado muito profundo também. Dar a oferenda para Exú significa que você vai estar oferecendo o teu sacrifício pessoal, você vai estar direcionando os teus esforços, os teus recursos enquanto ainda está na encruzilhada, ou seja, enquanto está enfrentando os teus dilemas. Porque depois, quando você encontrar verdadeiramente Oxalá na tua vida, parte-se do pressuposto que a tua cota de sacrifício pessoal já foi feita em um momento anterior. Vocês entendem?

Esse é o entendimento que eu tenho dessa lenda africana, analisada à Luz da Umbanda. Quer revernciar Oxalá? Reverencia também a Exú, nos teus momentos de dificuldade, que ele vai saber te orientar e te proteger da maneira certa.

Bom gente, agora vamos mudar de assunto… Já faz um tempão que eu não passo nenhuma poesia do Pai Antônio para vocês. Então vamos aproveitar o restinho do tempo que a gente tem nesse episódio para recitar umas poesias recebidas do plano espiritual.

A poesia que eu gostaria de compartilhar com vocês foi passada por um Erê, por um espírito que se manifesta nas giras de Umbanda por meio de uma aparência infantil. Vamos ouvir a poesia?

Sou aquele que espera
o chegar da primavera
do outro lado da vida
após triste despedida...

Te carreguei nos braços
estreitando nossos laços
com desvelado carinho
a te mostrar o caminho...

Mas hoje, sou a criança
que te leva a esperança
para um futuro redentor
iluminado, de muito amor!

Tu me guardas na lembrança
com essa forma de criança
para poder me aproximar
e mostrar o que é amar!

Sou aquele que te ama
quando lágrimas derrama
pelos problemas do mundo,
no teu abismo profundo!

Ontem, tu fostes o filho
mas o vagão saiu do trilho
e na vida te perdestes
por amores como estes.

Não carregues teu queixume,
viva como um vagalume
com tuas luzes a piscar!

Sou apenas uma criança
mas ofereço essa mudança
se quiser me acompanhar!

É bonitinha essa poesia, né? Por detrás de cada verso, um ensinamento escondido que a gente também precisa saber interpretar. Muita pessoas, nessa vida, tem Erês como guias espirituais, como guias de cabeça, inclusive!

Só que essas Entidades que se manifestam com um arquétipo infantil são espíritos de muita luz, de muito conhecimento. E não raras vezes, os Erês que nos acompanham hoje foram nossos guias protetores quando nós estávamos do lado de lá. Porque na Espiritualidade, as crianças somos nós. Nós que somos espíritos imaturos, ainda engatinhando para as verdades de Deus. E os Erês, muitas vezes, são as Entidades responsáveis por nos guiar pela senda da evolução, através da sua pacicência, compreensão, do amor incondicional, eles tentam passar mensagens de uma maneira simples, para que o nosso espírito imaturo compreenda as Leis do nosso Pai Criador.

A poesia mesmo fala, né? “Eu te carreguei nos braços, estreitando os nossos laços, com desvelado carinho, a te mostrar o caminho”. Essa é a simplicidade e a pureza de um Erê nos mostrando a direção certa a seguir.

Tem uma outra parte dessa poesia que eu gosto muito que fala assim: “Tu me guardas na lembrança, com essa forma de criança, para poder me aproximar e mostrar o que é amar!” Vocês conseguem perceber a profundidade desses versos?

O Erê está falando na poesia que nós guardamos a lembrança dele, ou seja, nós já conhecíamos essa Entidade antes de reencarnar. E ele se manifesta nesse arquétipo infantil para fazer despertar dentro de nós o sentimento mais puro e mais nobre que existe: que é o amor! Vinde a mim as criancinhas, porque dele é o reino dos céus. O próprio Jesus já ensinava isso há 2.000 anos atrás. Você não vai conseguir enxergar a Deus se você não tiver os olhos de uma criança.

Enxergue a beleza da vida com olhos infantis e você vai ver como a sua vida vai se tornar muito mais feliz! Eu estava falando antes sobre oferendas, né? Quer dizer… a maneira como eu enxergo as oferendas na Umbanda. Você sabe qual é a melhor oferenda que você pode oferecer para o Orixá Ibeji ou para os Erês? É a alegria!

Sabe aquela alegria contagiante de você sorrir para as pessoas, de você conversar com elas, de fazer brincadeiras saudáveis? Quando você age dessa maneira, você está atraindo para a sua vida a energia de Ibeji. Essa é a oferenda que você está fazendo para eles! Se você já participou de uma gira de Erê, muito provavelmente você já sentiu aquela energia contagiante de alegria que se manifesta quando os Erês descem em terra. É exatamente essa energia que você precisa oferendar.

Tenta absorver o arquétipo da Entidade, o arquétipo do Orixá e você vai ver a mudança que isso vai fazer na sua vida. Então é isso, gente! Hoje vocês ouviram a lenda que fala de Oxalá e Exú, a gente conversou um pouquinho sobre a simbologia das oferendas e a gente terminou esse episódio com uma poesia passada por um Erê.

Espero que vocês tenham gostado do episódio. Continuem prestigiando o podcast Alma de Poeta. Nós estamos presentes nas principais plataformas de áudio, você pode encontrar o Alma de Poeta no Spotify, no Deezer, Amazon Music, Google Podcast, Apple Podcast, Youtube. Você também pode acompanhar o Alma de Poeta no Tiktok, no Instagram e acessando o nosso site: almadepoeta.com.br.

Um grande abraço, minha querida família espiritual. Fiquem com Deus! Que o poder de Oxalá, de Exú e dos Ibejis possam atuar na vida de vocês com toda intensidade. Espero vocês no próximo episódio!

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