Bruxas, Oferendas e Arrependimento

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Nesse episódio, nós vamos ouvir uma poesia que conta o relato de um espírito desencarnado, arrependido da vida desperdiçada enquanto estava na matéria. Também vamos falar um pouco sobre as bruxas e, por fim, conversaremos um pouquinho sobre a natureza das oferendas.

Transcrição do Episódio

Olá, meus irmãos e minhas irmãs de caminhada! Bom dia, boa tarde, boa noite! Sejam bem-vindos a mais um episódio do Podcast Alma de Poeta. Esse Podcast que foi criado para que nós possamos conversar sobre Umbanda, Espiritualidade e Mediunidade. Como todo mundo aqui já sabe, o nome é Evandro Tanaka, eu sou médium umbandista e eu quero começar o episódio de hoje compartilhando mais uma poesia com vocês, passada pelo plano espiritual.

A poesia que eu vou compartilhar hoje fala sobre arrependimento. Traz o testemunho de um espírito que aguarda, no plano espiritual, mais uma chance de reencarnar aqui na Terra, para tentar consertar os erros do passado. Quando eu recebi essa poesia, eu senti muita tristeza, muita melancolia. Eu lembro que eu ficava de olhos fechados, eu via um espírito sem luz, chorando sentado em cima de uma pedra, sozinho.

E engraçado que quando esse espírito se aproximou de mim, eu senti uma espécie de depressão profunda, sabe, um peso na consciência. E ao mesmo tempo, eu conseguia perceber, lá no fundo da alma, lá no íntimo, um lampejo de esperança. Como se aquele espírito, finalmente, estivesse vendo uma luz no fim do túnel, uma oportunidade de recomeço. Bom, eu acho que, colocando a poesia para vocês ouvirem, talvez vocês entendam melhor o que eu estou falando. Vamos lá?

Sentado em cima de uma pedra,
eu relembrava todo o meu passado.
Dias de glórias e noites de trevas
que me fizeram ficar perturbado.

E cá estou hoje, desencarnado,
com a minha consciência aflita
Sentindo a intensidade do fardo
por ter minha vida perdida.

Ah, Senhor, como eu me arrependo
de ter desperdiçado a oportunidade
quando na Terra, eu vivia sofrendo
e não encontrava a felicidade.

Mal sabia que era a minha atitude
a responsável por aquele fardo.
Quando deixava de cultivar a virtude
para tentar encontrar um culpado.

Mas hoje eu sei, o culpado fui eu,
que sempre fiz as pessoas chorarem
quando o egoísmo, no seu apogeu,
fez os amigos se distanciarem.

Maldito esse egoísmo que corrói
e transforma os dias em solidão.
Erva daninha que nasce e destrói
a grama verde do meu coração.

As pessoas todas me abandonaram
não suportando meu jeito mesquinho.
E até mesmo aqueles que me amavam
resolveram me deixar sozinho.

Hoje eu choro nessa pedra, arrependido,
aguardando nova oportunidade
quando voltarei à Terra redimido
para oferecer amor e bondade.

Aos irmãos que vivem encarnados,
eu deixo o meu conselho, com humildade:
Se não quiserem chorar pelo passado,
aproveitem hoje a oportunidade.

Quando eu ouço essa poesia, eu lembro dos conselhos do Pai Antônio, sabe? Ele sempre diz para mim e para as pessoas que passam em atendimento com ele, durante as giras, que o pior arrependimento que uma pessoa pode ter depois que ela morre é ter a consciência dolorida do tempo que foi desperdiçado enquanto ela estava encarnada na Terra.

Eu sei, é difícil a gente ter essa consciência do que fazer enquanto nós estamos no estado de vigília, despertos nesse corpo físico que serve de instrumento para o nosso espírito. Porque a consciência do espírito é diferente quando ele está encarnado e quando ele está desencarnado. Quando a gente está encarnado na Terra, nós não temos a percepção que nós teríamos se estivéssemos desencarnados.

Porque a nossa lembrança fica temporariamente adormecida enquanto nós estamos ligados ao corpo físico. É diferente da consciência de um espírito desencarnado que tem a percepção do tanto que ele já evoluiu e do tanto que ele ainda precisa evoluir.

Quando a gente está na Terra, muitas vezes, a gente vive a nossa vida inteirinha nos preocupando única e exclusivamente com os problemas do mundo, como se isso fosse a coisa mais importante que existe. E a gente esquece do propósito principal de nós estarmos encarnados, passando por mais uma experiência no plano físico da matéria.

Então, de vez em quando, a gente tem que parar e se perguntar: “Por que eu estou aqui? Qual é a razão de eu estar encarnado? Será que existe um propósito maior para a minha vida?”. Eu digo para vocês que o propósito maior da nossa vida encarnada é acelerar o processo de evolução do nosso espírito.

Muitas qualidades, muitas virtudes que o nosso espírito vai carregar no futuro só é despertada com as experiências sofridas na matéria. A vida encarnada faz parte do nosso processo de evolução. Vocês entendem? Só que tem muita gente que ainda não tem a mínima percepção disso. E essas pessoas acabam vivendo uma vida entorpecida. O espírito praticamente dorme a encarnação dele todinha, sem dar importância a esse propósito maior.

Eu vou fazer uma comparação para vocês entenderem melhor o que eu estou falando. Imagina que você vai fazer uma viagem… A viagem dos teus sonhos! Vamos imaginar um local aqui que muita gente gostaria de visitar. Ah, eu quero viajar para Paris ou eu quero viajar para Nova Iork ou eu quero viajar, sei lá… Para o Havaí.

Daí você se programa durante vários meses ou até mesmo durante vários anos para fazer essa viagem dos teus sonhos. Daí chega o dia da viagem, você embarca, radiante de felicidade dizendo: “eu vou conhecer o lugar que eu sempre quis”. Só que quando você chega no local, você vai para o hotel e fica dormindo. Você passa os dias e noites dormindo na tua cama de hotel, sem sair para nada. Pede comida no quarto, assiste televisão, dorme, acorda. Só isso.

E toda aquela experiência que você poderia ter passado naquela viagem, você não aproveita. Você viajou para Nova York e ficou só dentro do hotel, sem conhecer nada. Até o dia de pegar o avião de volta para casa. Não parece um absurdo isso que eu estou falando? Não é um desperdício?

Pois é exatamente isso o que acontece com a maioria das pessoas que reencarnam aqui na Terra. Muitos espíritos de programaram durante anos e anos, se preparando para uma nova encarnação e quando finalmente eles reencarnam, eles dormem. Passam a vida inteirinha deles sem aproveitar as experiências que aquela encarnação proporcionaria para o seu espírito. Não é triste isso?

Ah, Evandro, mas como que eu vou saber a programação que eu fiz antes de reencarnar se eu não lembro? Bom, a tua mente consciente pode não lembrar, mas o teu espírito sabe. E além disso, tem os guias espirituais, os mentores que ficam soprando as intuições na tua cabeça, né? E se mesmo assim, você ficar perdido, sem saber o que fazer nessa vida, parte da premissa básica. Qual é a premissa básica? Nós estamos nessa vida para evoluir. E a gente evolui desenvolvendo a nossa inteligência, desenvolvendo as nossas capacidades e ajudando as outras pessoas.

A gente tem karma para queimar nessa vida? Claro que a gente tem! Todo mundo tem karma para resgatar, nem que seja só um pouquinho. É muito arrogante a pessoa que acha que não tem karma nenhum. Sempre vai ter um momento difícil da vida que você vai ter que passar, sempre vão surgir obstáculos na sua caminhada, sempre vão aparecer pessoas difíceis com quem você tem que lidar. Isso é karma! O karma que o teu espírito estava consciente de que enfrentaria nessa vida.

Só que a vida não é feita só de karmas. A vida também é feita de experiências. Experiências que o seu espírito vai passar para poder se desenvolver. E são essas experiências que você precisa aproveitar, se não quiser ficar dormindo a vida inteira.

Lembra da analogia que a gente fez da viagem? Daí você volta para o Brasil e as pessoas vão te perguntar: o que é Paris, o que você achou da cidade? E você vai dizer: “Eu não sei. Eu só fiquei dormindo. Eu não saí para conhecer lugar nenhum.” Da mesma maneira é o espírito encarnado quando volta para o lado de lá. Os teus guias vão chegar para você e perguntar assim: “E aí? Como é que foi a tua viagem pela Terra? Como que foi a tua experiência encarnada?” E você vai dizer: “Eu não sei, eu não fiz nada. A minha consciência ficou adormecida durante a minha vida inteira. Eu perdi as oportunidades que a vida me ofereceu”.

Então, pessoal, aproveitem a oportunidade dessa viagem que nós estamos fazendo no plano físico para que a gente tenha boas histórias para contar quando nós voltarmos para o plano espiritual. Que os seus guias sintam orgulho da experiência que vocês adquiriram enquanto estavam encarnados aqui na Terra.

Vamos aproveitar para ouvir outra poesia?

Essa poesia que eu vou recitar agora foi passada por uma Entidade que trabalha, hoje, na linha da esquerda. Mas que já teve as suas experiências como bruxa, quando viveu aqui na Terra, em vidas passadas. Na verdade, essa poesia é uma homenagem a essa falange de espíritos que praticaram a bruxaria quando encarnadas.

E se vocês pensam que bruxos e bruxas só fazem o mal, vocês estão muito enganadas! Esse é um pensamento preconceituoso de pessoas que não conhecem a verdadeira natureza de uma bruxa. Porque a bruxaria também acompanha a humanidade, né? Bruxos e bruxas sempre existiram, desde o início das civilizações.

A pessoa é considerada bruxa quando ela faz magia usando elementos da natureza. Então, essas pessoas tem um profundo conhecimento sobre energias, sobre o mundo espiritual, sobre a manipulação de determinados elementos.

E gente… A gente não pode confundir a bruxa com a pessoa. Porque a bruxaria em si, é uma atividade, é um instrumento que pode ser usado tanto para o bem quanto para o mal. Isso vai depender da índole da pessoa que faz a magia.

Para vocês terem uma ideia, durante a idade antiga e durante a idade média, muitas bruxas eram procuradas para fazer tratamentos. Sabe naquela época em que a medicina ainda não era tão avançada? Mesmo assim, as doenças existiam. E a população, principalmente as pessoas mais pobres, que não tinham condições de receber um atendimento médico, se recorriam às bruxas, às curandeiras, às feiticeiras para tratar a doença que eles tinham.

Só que daí começou aquela “caça às bruxas”, literalmente, da Igreja Católica que achava que tudo aquilo era coisa do Diabo. E essas bruxas começaram a ser perseguidas e queimadas nas fogueiras da inquisição. E por isso, aos olhos do Estado na Época, aos olhos do Governo e da Igreja, essa passou a ser uma atividade clandestina.

E muitas mulheres e homens que praticavam a bruxaria, começaram a se esconder em lugares remotos, muitas vezes longe da civilização, para fugir dessa perseguição implacável da Igreja. Começaram a usar capuz para não serem reconhecidos, começaram a evitar as pessoas. E com o tempo, essas pessoas adquiriram um ar de mistério.

E vocês sabem como é o ser humano, né? Não pode ver algo misterioso que já começam a inventar coisas. E muitos e muitos absurdos foram construídos com base nessa crença equivocada de que as bruxas são representantes do Demônio.

Mas vamos lá! Pára de falar, Evandro, e coloca logo essa poesia para gente ouvir!

Deixo aqui minha homenagem
para essas flores de grande beleza
que trabalham cheias de coragem
em harmonia com a natureza.

São manifestações da divindade,
são mulheres de delicadeza
que enfrentam a adversidade
mas conservam, em si, a pureza.

São amigas da noite e da Lua,
detentoras de muitos encantos
que escondem a sua alma nua
debaixo de um escuro manto.

Deixo aqui a minha homenagem
a esses seres incompreendidos
que buscam levar a mensagem
a todos que vagam perdidos.

Perseguidas e marginalizadas,
elas souberam esconder seu poder.
Algumas delas morreram queimadas,
para em outras vidas renascer.

Conhecedoras de toda a magia,
trabalham por simples prazer,
manipulando certas energias,
que faz o mundo florescer!

Não são lindos esses versos! Gratião a ti, minha irmã da Espiritualidade que teve a boa vontade de trazer até nós essa poesia tão bonita! O Pai Antônio me disse que ela foi uma bruxa que teve a infelicidade de viver no auge da inquisição.

E como acontecia com muita gente na época, ela foi denunciada para a Igreja como herege, foi torturada pelos inquisitores para que fosse extraída a confissão de que realmente era uma bruxa e depois ela foi queimada viva na fogueira, em praça pública.

Vejam só até que ponto que chega a barbárie do ser humano, né? Torturar e matar em nome de Deus… Eu fico pensando quem era o verdadeiro demônio nessa história… Se eram aquelas pessoas acusadas de bruxaria que morriam debaixo de um sofrimento extremo, ou se eram os torturadores que, em nome da Igreja, praticavam aquelas atrocidades? Quem vocês acham que eram os verdadeiros demônios nessa história?

E olha, gente, muitos desses espíritos que morreram como bruxos e bruxas, hoje trabalham sabe aonde? Na Umbanda! Muitos deles na Linha da Esquerda. Tem até um ponto muito bacana de pombajira que fala exatamente disso. Deixa eu procurar esse ponto para colocar para vocês. Espera aí…

[Ponto da Esquerda]

É legal esse ponto, né? Eu adoro!!! E esse ponto fala justamente desses espíritos mal compreendidos que na Idade Média foram considerados bruxos e bruxas, espíritos que a ignorância da Igreja da época interpretava como tendo algum tipo de pacto com o Demônio. Na verdade é engraçado, né? Porque naquela época, para você ir para a fogueira, não precisava nem ser bruxa. Se você escrevesse com a mão esquerda, se você fosse canhota, você já teria algum tipo de ligação com o maligno.

Eu estaria ferrado, porque eu sou canhoto! Com certeza, se a gente ainda estivesse na Idade Média, eu já teria recebido a minha sentença. Imagina: canhoto, médium, umbandista. Eu preencho todos os requisitos para ser considerado um feiticeiro.

Mas graças a Deus o nosso mundo evoluiu, né? A sociedade amadureceu, a Igreja perdeu um pouco daquele poder, daquela hegemonia que ela tinha. E hoje é muito mais fácil da gente aceitar as pessoas como elas são. Lógico, ainda tem muito preconceito. Eu como umbandista, eu vivencio esse preconceito quase todos os dias. Mas hoje, o preconceito é muito menor do que era antes.

Para vocês terem uma ideia, até a decada de 20,30, até 1940, abrir um terreiro no Brasil era considerado crime! A polícia ia lá, fechava tudo e prendia as pessoas. A pessoa chegava a responder processo criminal por estar participando de uma gira de umbanda ou de um ritual do candomblé. Parece surreal isso, né? O Estado se intrometendo na fé das pessoas.

Tem até um caso muito engraçado que as pessoas contam sobre a origem da palavra “despacho”. Vocês já ouviram falar, né? “Ah, fulano foi fazer um despacho na encruzilhada” ou então “Ah, eu vi um despacho na beira do rio”. Bom, a palavra despacho vem justamente dessa repressão da polícia que a Umbanda e o Candomblé sofriam no início do século passado. Eu não sei se eu já falei sobre isso em algum outro episódio, mas teve uma época que os trabalhos espirituais da Umbanda e do Candomblé eram tão reprimidos pelas autoridades, que antes de começarem os trabalhos eles faziam oferendas para as Entidades ou para os Orixás e colocavam essas oferendas nas ruas, nas imediações de onde o trabalho ia ser feito, para que a Espiritualidade “despachasse” a polícia para outro lugar. Daí surgiu esse termo “despacho” que depois, com o passar do tempo, acabou sendo generalizado na sociedade.

Hoje, se uma pessoa leiga vê uma oferenda, vê um padê, vê um ebó, já interpreta aquilo como sendo um despacho, não é verdade?. Sem saber, muitas vezes, a origem dessa palavra. Só que as oferendas que a gente faz na Umbanda tem um propósito muito diversificado.

As oferendas realizadas pelo zelador ou dirigente do terreiro de Umbanda são uma forma de catalisar e movimentar o axé. Para quem não sabe, esse Axé é o que os espíritas kardecistas chamam de fluido cósmico universal, é a matéria sutil que preenche todo o Universo. Algumas pessoas chamam esse fluído cósmico universal ou Axé como sendo o hálito de Deus.

Então, por meio das oferendas realizadas dentro da Umbanda, esse axé é renovado, é movimentado, a gente manipula certos elementos materiais (comida, bebida, fumo) para fazer expandir a energia dessas substâncias que atuarão como condensadores energéticos do Axé. E a partir do momento que o axé é transferido para esses elementos da natureza que compõe a oferenda, essa energia vai ser ainda potencializada pelos guias espirituais que carregam outros fluídos, que a gente chama de fluídos etérico-astrais, e que vão atuar no fortalecimento do médium ou da pessoa que está fazendo aquela oferenda. Às vezes a oferenda é feita pelo dirigente para o fortalecimento da própria corrente mediúnica, né? As oferendas bem feitas tem o poder de renovar, de revitalizar a energia das pessoas que se doam para um atendimento fraterno.

Lembrando, gente, que toda oferenda: ebó, padê ou qualquer outro tipo de trabalho espiritual é firmado por invocações mentais. As oferendas são firmadas por comandos mentais verbalizaos que tem como objetivo fazer a ligação da dimensão física, onde nós estamos, com o plano astral que é onde os nossos guias se encontram. E nesse plano astral ou plano espiritual, haverá espíritos desencarnados que receberão a contraparte etérica dos elementos da oferenda e movimentarão essa energia para o que precisa ser feito.

E só lembrando uma coisa muito importante, gente: O que diferencia um trabalho espiritual voltado para o bem e um trabalho espiritual voltado para o mal é apenas a intenção ou o sentimento que a pessoa está colocando na oferenda. Porque é a intenção que vai alavancar aquele pedido. Vocês entendem? É a intenção que conecta a sintonia do médium encarnado com os espíritos de luz ou então com espíritos vingativos, sem moral que perambulam pelo baixo astral. É você, no momento que está fazendo a oferenda que escolhe para qual força você vai direcionar essa oferenda.

A intenção tem um peso muito grande na oferenda que você está fazendo. Não interessa muito a qualidade dos elementos que você está oferecendo. Por exemplo, você pode pegar uma garrafa de Whisky Blue Label de 400 reais para fazer uma oferenda e um charuto cubano. Se você não firmar a tua intenção da maneira certa, essa oferenda não vai valer nada. Por outro lado, se você pegar um cigarrinho e palha baratinho e um garrafa de 51 que você encontra no mercado aí por… sei lá… 12 reais, mas você colocar toda a tua intenção, o teu sentimento da maneira certa, essa oferenda vai surtir muito mais efeito do que a outra que você gastou uma fortuna, mas não fez da maneira certa.

Muitas vezes, uma simples vela e um copo de água, desde que feito com uma intenção altruísta, buscando sempre a ajuda desinteressada ao próximo, vai ter muito mais valor, perante a espiritualidade, do que você fazer uma arranjo de flores caras, com frutas exóticas, mas com um pensamento egoísta. Espíritos de Luz não vão ajudar você nesse propósito. Pode ter certeza disso!

Então, gente, eu quero encerrar esse áudio aqui dizendo o seguinte: Nós fomos feitos à imagem do Criador. É isso que a Bíblia fala, né? Isso significa que nós possuímos poder e força mental. Se nós aplicarmos essa força mental seguindo as orientações da espiritualidade de luz, nós estaremos vibrando na energia cósmica do nosso Pai Olorum. E com certeza, nós estaremos angariando créditos no Banco da Divina Providência. Lembra que eu falei da conta que a gente tem nesse banco?

Mas, se por outro lado, a gente usar a nossa força mental para prejudicar o nosso semelhante, para fazer magia negativada, nós atrairemos, pela Lei Universal do Retorno, as consequências dos atos ou dos pensamentos ou dos desejos que a gente teve. E esse karma negativo que a gente adquire, só iremos conseguir restaurar por meio de sofrimento, seja nessa vida, seja em vidas futuras.

Bom, eu espero que vocês tenham gostado de mais esse episódio. Como vocês repararam, eu estou tendo um pouco de dificuldade de continuar postando na frequência que eu fazia antes, por razões pessoais. Mas, como diz o ditado, a gente bambeia, mas não cai. Não é verdade?

Agradeço muito a vocês que estão acompanhando o Alma de Poeta desde o início. E agradeço as pessoas que estão chegando agora também, né? Eu vi a comunidade do TikTok lá que está bem engajada ouvindo os assuntos, comentando, tirando dúvidas. Eu acho isso bem bacana!

E continuem prestigiando o nosso Podcast pelas principais plataformas de áudio. A gente está presente no Spotify, no Deezer, Amazon Music, Google Podcast, Apple Pocast, Youtube. Também tem o nosso site que vocês podem acessar e entrar em contato comigo. É só digitar no seu navegador almadepoeta.com.br.

E se vocês quiserem também podem mandar mensagens pelo Instagram ou pelo TikTok que eu fico sempre muito feliz em receber. Tá certo? Um grande abraço a todos, fiquem com Deus. Que o nosso Pai Oxalá continue derramando bençãos na vida de todos vocês!

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